SLASH - MADE IN STOKE(COMPLETO)

Made in Stoke é o segundo álbum ao vivo (CD e DVD) do guitarrista Slash , em parceria com o vocalista Myles Kennedy.O show foi gravado na sua cidade natal Stoke-On-Trent Assista

SLASH E MYLES KENNEDY ELEITOS OS MELHORES DO ANO PELA LOUDWIRE MUSIC AWARDS 2012

Slash e Myles Kennedy ganharam em duas categorias na Loudwire Music Awards 2012! . Confira

GUITAR WORLD: EDDIE VAN HALEN, O MELHOR GUITARRISTA DE TODOS OS TEMPOS

Eddie Van Halen foi eleito o maior guitarrista de todos os tempos pela publicação estadunidense Guitar World.Confira a lista

STEVE VAI: OUÇA THE STORY OF LIGHT

Ouça o novo álbum de Steve Vai, "The Story Of Light". O trabalho sairá pela Favored Nations Entertainment, o selo que Vai abriu em 1999.".Ouça

BON JOVI: "BANDA APRESENTA MÚSICAS DO NOVO DISCO"

Foi ao ar na sexta-feira (25 DE JANEIRO), a apresentação da banda Bon Jovi, no BBC Radio Theatre, em Londres. Ouça

SLASH - APOCALYPTIC LOVE: OUÇA O ÁLBUM COMPLETO

Apocalyptic Love é o segundo álbum solo de estúdio do guitarrista. Slash começou a trabalhar em seu segundo álbum solo em junho de 2011, quando ainda estava na turnê de seu primeiro álbum solo. Ouça
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Black Sabbath - Black Sabbath

Muito já foi discutido sobre as origens do metal e sobre qual foi a primeira banda realmente heavy, sendo que uma conclusão definitiva é algo extremamente difícil de se chegar. De “The Yardbirds” a “Blue Cheer”, muita gente já foi referida como ‘pai da matéria’. Hoje, o entendimento que temos sobre o termo ‘heavy metal’ é um pouco diferente daquilo que já foi considerado. Por isso mesmo, existe uma corrente que credita a “Led Zeppelin I” a honra de ser o primeiro trabalho que poderia ser classificado como estrito à música pesada. Realmente, ninguém pode sequer sonhar em negar ou diminuir a importância que Led Zeppelin e Deep Purple tiveram no desenvolvimento de todo o rock pesado. No entanto, não tem como negar: quem determinou a temática e todas as características primordiais do que conhecemos hoje como heavy metal foi justamente o debut do quarteto Osbourne, Iommi, Butler e Ward.

Foi em Aston, uma localidade de Birmingham, na Inglaterra, que nasceu o Polka Tulk, banda que fazia um misto de blues, jazz e rock & roll, concebida à partir da vontade de 2 jovens músicos, Anthony Iommi e William Ward, de criar um grupo musical. Inicialmente, a banda contava com 6 integrantes, tendo ainda o vocalista John ‘Ozzy’ Osbourne, o guitarrista e, posteriormente, baixista Terry ‘Geezer’ Butler, o guitarrista Jimmy Phillips e o tecladista/saxofonista Alan Clark. Quando Phillips e Clark resolvem pular fora, os 4 membros remanescentes decidem mudar o nome da banda para Earth. Tocando em clubes locais, sem grande repercussão e, sobretudo, sem dinheiro, Butler, já em 1969, tem a sacada que mudaria de vez o destino da banda e do rock. Fã de livros e filmes sobre temas como terror e ocultismo, o baixista sugere a mudança de nome e de temática do conjunto, após assistir a um filme intitulado “Black Sabbath”, com Boris Karloff. Apostando numa atmosfera musical mais sombria, com vocais que sugeriam uma angústia extrema, beirando a insanidade, e com um peso absurdo para a época, o grupo foi responsável por uma das maiores revoluções musicais ocorridas na história do rock. Guitarras distorcidas, temas ocultistas, vocais angustiantes, tudo isso já pudera ser observado em artistas mais antigos. Entretanto, ninguém havia conseguido até então conciliar todos esses fatores de forma tão harmoniosa e elevá-los ao quadrado como o BLACK SABBATH.

Diz a história que o primeiro contrato da banda foi com a Fontana Records. Após alguns shows e a apresentação de um single (“Evil Woman”), cover do Crow, banda americana de blues rock, assinam com a Vertigo. Dispondo de uma jurássica mesa de 4 canais, 600 libras esterlinas e contando com a produção de Roger Bain (Tuesday Productions) em seu primeiro trabalho para uma grande gravadora, a banda montou seu equipamento como se estivesse se preparando para uma apresentação ao vivo. Reza a lenda que foi preciso um total de 12 horas para o registro do material e que a gravação e mixagem do disco levou apenas 3 dias. E reza a mesma lenda que Tony Iommi assumiu uma afinação mais grave para sua guitarra, já que um problema em seus dedos fazia com que ele tocasse com as cordas do instrumento um pouco mais afrouxadas. Deste pequeno detalhe, nasceria uma das sonoridades mais pesadas, distorcidas e originais de que se tem notícia.

Se naquela época o simples nome da banda e do disco já causavam curiosidade e um certo ‘incômodo’, com a capa a coisa não era diferente. A casa de aspecto mal assombrado, cercada por uma vegetação perturbadora e com a imagem de uma bruxa à sua frente eram a mais perfeita tradução do clima sombrio que o grupo pretendia imprimir à sua música. Sabe-se hoje que a casa é um velho moinho localizado em Oxfordshire. Quanto à bruxa (que muita gente imaginava ser real), acredita-se que seja uma atriz/modelo contratada.

Bem, ao contrário do que se poderia considerar, a primeira aparição pública do heavy metal não ocorreu com a sonoridade de uma guitarra distorcida e, sim, com as badaladas de um sino ao som de uma chuva. Sim, porque essa introdução da primeira canção do álbum, a clássica “Black Sabbath”, é essencial para preparar os ouvidos e o espírito do ouvinte para todo o clima da canção. O vocal doentio de Ozzy, a cozinha coesa de Butler e Ward, o peso absurdo e inédito da guitarra de Iommi, a letra sombria, o andamento arrastado, com uma mudança de tempo na metade da música, que se torna rápida e ainda mais pesada...já na primeira canção, o Sabbath definia todas as principais bases da temática heavy metal, que seriam exploradas à exaustão nos 40 anos que se seguiram. Interessante observar que essa música foi uma das que mais contribuiu para a fama que a banda conquistou de adoradores do ‘coisa ruim’, sendo que, em determinado momento da letra, o personagem pede claramente ajuda a Deus.

“The Wizard” confirma Iommi como o maior riffmaker da história do heavy metal. A gaita tocada por Ozzy foi incluída na gravação por acaso, já que Tony e Geezer gostaram da forma como o vocalista se divertia com o instrumento nos intervalos entre as sessões. Na sequência, “Behind The Wall Of Sleep”, outra grande faixa, com sua sequência de riffs, suas mudanças de ritmo, a excelente interpretação do ‘Madman’, uma levada de baixo primorosa e seu tema baseado na obra de H.P. Lovecraft. À seguir, podemos conferir um dos maiores clássicos da banda e, por conseguinte, de todo o metal. N.I.B. já começa com um solo de baixo impressionante, que cede lugar a um dos mais famosos riffs do heavy metal, sendo que Iommi ainda comparece com um de seus melhores solos. Também merece destaque, e com louvor, a forma como Ozzy interpreta a música, sobretudo em seu refrão. Ao contrário do que muita gente pensa, a sigla não é referente ao termo “Nativity In Black”, mas uma referência ao apelido dado a Bill Ward por causa de sua barba, que parecia uma ponta de caneta ('pen nib', no inglês). Clássico.

“Evil Woman”, justamente um cover do Crow, talvez seja a faixa mais fraca e que mais destoe do restante do disco. Música mais puxada para o hard rock e sem nenhum grande chamativo, não faz feio no álbum, mas também não repete o misto de simplicidade e genialidade das canções anteriores. Na versão americana, esta faixa, devido a problemas com direitos autorais, foi substituída por “Wicked World”, um daqueles ‘heavys’ sombrios e arrastadões típicos da banda. Nas versões remasterizadas mais recentes, as 2 músicas constam no tracklist do material. A introdução acústica de “Sleeping Village”, associada ao vocal absurdamente angustiante de Ozzy, conseguem algo interessante: ao mesmo tempo que a canção tem um clima emocional, soa também como algo absolutamente aterrorizante. E “The Warning”, a mais longa do álbum, um sonzaço onde todos os músicos demonstram grande competência no trato com seus instrumentos. A dobradinha Butler/Ward mostra-se excepcional nessa faixa e Tony Iommi, que muitas vezes é venerado por seus riffs mas ignorado em seus solos, faz um trabalho de viagem sonora magistral.

Muito se diz que Ozzy Osbourne não tem grande técnica, grande afinação ou grande alcance vocal. No entanto, sua voz carrega 3 características que caem como uma luva no estilo heavy metal: soa doentia, dramática e melancólica ao mesmo tempo. Some-se a isso sua forma de interpretação, a entonação que dá a cada momento da letra, além de um carisma absurdo, e temos aí uma das pessoas melhor dotadas para exercer o cargo de vocalista de uma banda de metal. Quanto a Tony Iommi, muito se diz que todos os riffs do heavy metal dos anos subsequentes não são originais, mas variações dos riffs criados pelo mestre da guitarra. Enfim, a essa altura do campeonato, para falar dos integrantes do Sabbath, é mais fácil dizer que Ozzy é Ozzy, Iommi é Iommi, Butler é Butler e Ward é Ward. Simples assim.

Existem alguns discos que são bons discos. Existem alguns discos que se tornam clássicos. Existem alguns discos que são obras-primas. No entanto, são pouquíssimos os discos capazes de mudar todo um estilo musical e criar outro à partir dele. Aqui, nós temos um exemplo claro dessa última categoria. Se alguém fez alguma música ou disco considerados ‘heavy metal’ antes de “Black Sabbath”, provavelmente essa música ou disco passou a ser considerado algo com outro nome após o debut do quarteto de Birmingham. Pois aqui estão, como em nenhuma outra obra prévia, todas as características que definem o estilo. Há 40 anos de discos posteriores para provar. É praticamente impossível que alguém goste de metal e não tenha ouvido até hoje esse clássico. Mas se existe alguém nessa condição, que essa pessoa corra urgentemente atrás desse álbum, pois só assim poderá algum dia dizer que entende alguma coisa de heavy metal.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ozzy Osbourne: Conselhos do maior sobrevivente do rock

A Grand Central Publishing marcou para 11 de outubro o lançamento do livro "Trust Me, I'm Dr. Ozzy: Advice From Rock's Ultimate Survivor" ("Confie em mim, eu sou o Dr. Ozzy: Conselhos do maior sobrevivente do rock" em tradução livre), (antes chamado "Ask Dr. Ozzy"), escrito pelo lendário vocalista de heavy metal Ozzy Osbourne e Chris Ayres.

A descrição official do livro é a seguinte: "Questionando se a ciência poderia explicar como ele sobreviveu à sua avalanche de drogas e álcool por 40 anos, Ozzy Osbourne tornou-se uma das pouquíssimas pessoas no mundo a terem todo o seu DNA mapeado em 2010. Foi um processo extremamente complexo que custou $65.000 dólares, mas os resultados foram conclusivos: Ozzy é uma anomalia genética. O 'Genoma Completo de Ozzy' continha variantes que os cientistas nunca haviam encontrado e as descobertas foram apresentadas na prestigiada conferência TEDMED em San Diego – chegando às manchetes no mundo todo. O procedimento foi patrocinado em parte pelo The Sunday Times de Londres, que já havia causado furor internacional ao colocar Ozzy Osbourne como seu astro colunista de saúde. O jornal deduziu que as múltiplas experiências de quase morte de Ozzy, histórico de 40 anos de uso abusivo de drogas, e extrema hipocondria o qualificavam mais do que qualquer outro para o trabalho. A coluna virou sucesso de um dia para o outro, sendo rapidamente selecionada pela Rolling Stone para dar ao seu público global de milhões. Em 'Trust Me, I'm Dr. Ozzy', Ozzy responde a perguntas de leitores com seu humor ultrajante e extrema sabedoria, indo fundo em seu passado para contar histórias de sobrevivência jamais antes publicadas e oferecer orientação que nenhum ser humano saudável deveria seguir. Parte humorístico, parte biografia e parte maus conselhos, 'Trust Me, I'm Dr. Ozzy' incluirá o melhor do material de suas colunas publicadas, respostas a questões médicas de celebridades, tabelas e mais."

Ozzy disse ano passado que sua coluna no Times não deve ser levada a sério. "Não é coisa séria", disse ele. "Quero dizer, eu sou a última pessoa a se pedir conselhos de saúde. Simplesmente, é algo que não foi feito para ser levado a sério. Quero dizer – e eu não a estou fazendo, eu não estou escrevendo a coluna pessoalmente, eu tenho um cara que vem, o cara que fez meu livro, Chris Ayres, está fazendo a coluna. Ele me traz as coisas da coluna e eu só faço piada com elas, sabe. Porque se você acreditar em mim, você vai acabar num manicômio."

Ozzy disse em sua primeira coluna para o Times, "Se as possoas podem aprender pelos meus erros idiotas sem ter de repetir nenhum deles, ou se eles podem obter algum conforto das coisas loucas que a minha família passou ao longo dos anos... isso é mais que o suficiente para mim."

Ozzy acrescentou na coluna, "No fim das contas, eu sou um milagre médico. Quando eu morrer, vou doar meu corpo para o Museu de História Natural."

Em resposta a um leitor da Rolling Stone chamado Hugh do Novo México que perguntou se ele deveria ir a uma daquelas "casas de massagem" supondo que sua namorada jamais ficaria sabendo, Ozzy respondeu, "Uma punheta é algo bem pessoal, e depois de uma vida inteira de prática, a maioria dos sujeitos tem uma preferência bem específica quanto ao tipo de técnica que eles gostam. Então, a não ser que você esteja agindo como um co-piloto e dando instruções a sua massagista espertalhona a cada dois segundos, vai acabar parecendo mais como se ela estivesse arrancando a pele de um coelho morto do que te enlouquecendo com prazeres proibidos. Na realidade, parece para mim que você já tem na sua cabeça que vai ser um desapontamento que vai custar caro. Você também não está se sentindo culpado. Está tudo bem em você dizer ao Dr. Ozzy que não parece errado contratar um par de mãos extra para ajudar no departamento de descabelar o palhaço, mas receio dizer que se você for parecido comigo, sua consciência não vai concordar com isso."

Fonte: Whiplash

domingo, 26 de junho de 2011

Metallica: Kill 'Em All


Kill 'Em All é o álbum de estréia da banda de heavy metal Metallica, lançado em 1983.
O nome inicial do álbum iria se chamar Metal Up Your Ass, porém a gravadora achou o nome muito agressivo e mudou-o para Kill 'Em All.

A formação original do Metallica trazia James Hetfield (guitarra e vocal), Lars Ulrich (bateria), Ron McGovney (baixo) e Dave Mustaine (guitarra solo, backing vocal). McGovney saiu da banda após descobrir que James e Lars planejavam substituí-lo. Furioso, pediu demissão. Cliff Burton entrou em seu lugar.

Mustaine e Hetfield tinham conflitos de personalidade, com Mustaine mais tarde definindo a rivalidade como "havia personalidade em excesso na banda". Tais tensões culminaram numa briga onde Mustaine e Hetfield chegaram às vias de fato, agredindo-se com socos. O motivo da briga teria sido o cachorro de Mustaine, que estava destruindo o estofado do carro de McGovney. Hetfield reclamou muito, e, ofendido (e bêbado), Dave avançou sobre Hetfield, que devolveu as agressões.

Apesar das diferenças, as contribuições de Mustaine nos primeiros anos do Metallica não foram totalmente negligenciadas: ele recebeu crédito de co-autoria em quatro das dez músicas do Kill 'Em All.

Uma música, "The Four Horsemen", foi originalmente escrita por Mustaine e nomeada "The Mechanix". Ela foi tocada em muitos shows do Metallica no início. Após a saída de Mustaine, Kirk Hammett adicionou uma passagem melódica à música e Hetfield reescreveu a letra, alegando sentir-se pouco confortável cantando a letra escrita por Mustaine, e a banda a renomeou "The Four Horsemen". Mustaine manteve a versão original rápida da música, renomeando-a simplesmente "Mechanix", e a incluiu no primeiro álbum do Megadeth, Killing Is My Business... And Business Is Good!.

Mustaine afirmou que havia dito à banda para não utilizarem as músicas que ele havia escrito, mas Hetfield e Ulrich disputam tal afirmação. Mustaine também reivindica os solos das músicas em que tocava junto à banda. Kirk Hammett nega o fato até hoje.

Mustaine foi mandado embora no começo de 1983, pouco antes da gravação do Kill 'Em All. Hetfield e Ulrich dizem que ele foi mandado embora por causa de seu problema com álcool e drogas: Mustaine teria batido a van da banda, bêbado e dopado, quase destruindo a oportunidade de gravar um álbum na costa leste dos E.U.A. (A banda cruzava o país em uma van alugada). Felizmente ninguém se machucou e a banda seguiu viagem. Inicialmente Mustaine negou, mas no documentário Some Kind of Monster, de 2004, ele diz que desejou que o Metallica o tivesse encaminhado para o AA. Após a partida de Mustaine, o Metallica recrutou Kirk Hammett, guitarrista do Exodus e que havia tido uma aula com Joe Satriani. A banda começou a gravar o Kill 'Em All cerca de 1 mês após Hammett ter se juntado à banda. Após sair do Metallica, Dave Mustaine formou a banda Megadeth.

Faixas:

# Título Duração:

1."Hit the Lights" 4:17
2."The Four Horsemen" 7:13
3."Motorbreath" 3:08
4."Jump in the Fire" 4:42
5."(Anesthesia) Pulling Teeth (Instrumental)" 4:15
6."Whiplash" 4:10
7."Phantom Lord" 5:02
8."No Remorse" 6:26
9."Seek & Destroy" 6:55
10."Metal Militia" 5:10

Duração total: 51:18

sábado, 25 de junho de 2011

Confirmado: Local/Data do Show do RHCP em São Paulo no mês Setembro


A banda Red Hot Chili Peppers irá tocar na Arena Anhembi no dia 21 de setembro.


Uma das mais famosas e cultuadas bandas de rock do mundo, os Red Hot Chili Peppers estarão em São Paulo, no palco da Arena Anhembi, no dia 21 de setembro, onde apresentam a nova turnê mundial da banda, baseada no álbum “I’m With You”, em mais uma realização da XYZ Live. Esta é a primeira passagem do grupo pelo país desde a turnê “By The Way” que foi vista em 2002 no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A nova passagem dos Red Hot Chilli Peppers pelo Brasil será também a primeira turnê do grupo pelo continente desde 2002, e acontece simultâneamente ao lançamento do novo álbum da banda, que chega às lojas em toda a América Latina no próximo dia 30 de agosto. Gravado na Califórnia, “I’m With You” foi produzido por Rick Rubin, que também assinou os cinco álbuns anteriores da banda, e mixado por Andrew Scheps e Greg Fidelman.

A nova turnê da banda na América do Sul começa no dia 11 de setembro em Bogotá, Colombia, passa por São José da Costa Rica no dia 12 de setembro, Lima, no Peru, dia 14 de setembro, Santiago, no Chile, dia 16 de setembro e Buenos Aires, na Argentina, dia 18 de setembro. Depois chega ao Brasil, onde fará a apresentação em São Paulo, dia 21 de setembro e participa do Rock In Rio, dia 24 de setembro.
Formada em Oxford, Inglaterra, a banda Foals fará o show de abertura para os Red Hot Chilli Peppers na Arena Anhembi.

RED HOT CHILI PEPPERS

Banda de abertura: FOALS
Data: 21 de setembro – quarta-feira
Local: Arena Anhembi
Vendas: a partir de 05 de julho

Preços:
R$ 500,00 Pista Premium
R$ 200,00 Pista
* Estudante e aposentado pagam meia-entrada
Classificação etária
14 anos

Fonte: Universo Frusciante

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Discografia: John Frusciante

Carreira Solo


Álbum: Niandra Lades And Usually Just A T-Shirt
Gravadora: American Rercordings
Data de lançamento: 8 de março de 1994
Gênero: Rock experimental; rock psicodélico; lo-fi


Álbum: Smile From The Streets You Hold
Gravadora: Birdman
Gravado entre: 1986 - 1997
Data de lançamento: Agosto de 1997
Gênero: Rock experimental; rock psicodélico; avant-garde; lo-fi.
Produtor: John Frusciante


Álbum: To Record Only Water For Ten Days
Gravadora: Warner Bros
Gênero: Alternative Pop/Rock,Lo-Fi
Produtor: John Frusciante


Album: From The Sounds Inside
Gravadora: Lançado pela internet
Data de lançamento: 2001
Gênero: Experimental Rock, Alternative Rock
Produtor: John Frusciante


Album: Shadows Collide With People
Gravadora: Warner Bros.
Data de lançamento: 24 de Fevereiro de 2004
Gênero: Experimental Rock, Indie Rock, Alternative Rock
Produtor: John Frusciante


Álbum: The Will to Death
Lançamento: 22 de Junho de 2004
Gravação: Dezembro 2003 e Janeiro de 2004
Gênero: Indie rock
Produtor: John Frusciante


Album: Inside Of Emptiness
Gravadora: Record Collection
Ano de lançamento: 26 de Outubro de 2004
Gênero: Rock Alternativo
Produtor: John Frusciante



Álbum: A Sphere In The Heart Of Silence
Gravadora: Record Collection
Data de lançamento: 23 de novembro de 2004
Gênero: Rock experimental; eletrônica
Produtor: John Frusciante e Josh Klinghoffer


Álbum: Curtains
Gravadora: Record Collection
Data de lançamento: 1 de fevereiro de 2005
Gênero: Rock alternativo; folk
Produtor: b>John Frusciante


Álbum: The Empyrean
Gravadora: Record Collection
Data de lançamento: 20 de Janeiro de 2009
Gênero: Experimental Rock, Psychedelic Rock






EP'S:


Gravadora: Birdman
Gravado entre: 1994
Data de lançamento: 1997
Gênero: Experimental Rock, Lo-fi
Produtor: John Frusciante


Álbum:
Going Inside EP
Gravadora: Warner Music Group
Data de lançamento: 5 de Março de 2001
Gênero: Rock experimental; rock psicodélico
Produtor: John Frusciante


Álbum: DC - EP
Gravadora: Record Collection
Data de lançamento: 14 Setembro de 2004
Gênero: Rock alternativo
Produtor: Ian Mackaye

Whitesnake: quebrando tudo no Hammersmith Apollo

A turnê "Forevermore" do Whitesnake, que estará no Brasil em setembro, já passou por parte dos Estados Unidos e está na Europa atraindo legiões de fãs por onde passa. Aqui, no país do vocalista David Coverdale, a história não foi diferente.

Os ingressos começaram a ser vendidos em dezembro do ano passado. Conclusão: sold out!O show aconteceu na última segunda-feira, 20/06, no Hammersmith Apollo, em Londres, mesma casa de shows onde a banda gravou seu último DVD "Live In The Still of the Night".

David Coverdale e sua turma fizeram um show para fã nenhum botar defeito, ou quase nenhum. Foram 16 músicas num setlist de clássicos de causar falta de ar, e acredito que até nele. Os anos também passaram para o sex symbol David Coverdale, que completa 60 anos em setembro.

O show começou com Best Years, do álbum Good to Be Bad, pulando para uma sequência de clássicos: Give Me All Your Love, Love Ain’t No Stranger e Is This Love, pra tirar o fôlego. Depois seguiram com Steal Your Heart Away, Forevermore e Love Will Set You Free, todas do último CD - Forevermore. Nessa hora, veio um duelo de guitarras desnecessário entre Doug Aldrich e Reb Beach que demorou uns 10 minutos. Já o solo do baterista Briian Tichy foi nervoso, prático e competente, mostrou o porquê está no Whitesnake. Outro novo integrante da banda, o baixista Michael Devin, também mostrou competência e segurança. Uma coisa que impressionou bastante durante o show foi o fato de todos os integrantes da banda cantarem.

Mais clássicos como Ain't No Love In The Heart Of The City e Fool For Your Lovin' fizeram o público londrino cantar e aplaudir sem parar, mas o Hammersmith veio abaixo quando David Coverdale chamou ao palco Bernie Marsden, guitarrista da primeira formação do Whitesnake e juntos tocaram Here I Go Again. No bis, ainda com Bernie Marsden, finalizaram com Still of the Night e depois, como alguns shows, David Coverdale cantou “a capella” Soldier of Fortune. E lógico, como todo e bom velho show do Whitesnake, We Wish You Well toca enquanto a banda sai do palco, só que desta vez,Coverdale ficou parado sendo aplaudido por todos enquanto a música tocava.

Agora só resta aguardar aos shows no Brasil em setembro, quando o Whitesnake fará quatro apresentações com o Judas Priest nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Fonte:www.whiplash.net

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Slash: mostrando sua intimidade com as cobras


Slash e a atriz Betty White acolheram uma cobra para o zoológico de Los Angeles. Welcome To The Jungle, literalmente!

O guitarrista foi o convidado de honra no último sábado (18 de junho) no 41º anual Beastly Ball da Greater Los Angeles Zoo Association (Glaza), enquanto White é o nova presidente da organização "amigo dos animais". Slash recebeu o Prêmio de Liderança Tom Mankiewicz pelo seu apoio à conservação da vida silvestre.

O guitarrista que recebeu o apelido de "encantador de serpentes", quando ainda estava no Guns N´Roses, teve de desistir de uma coleção de 80 cobras alguns anos atrás, pois elas apresentariam perigo para seu filho que tinha nascido.

Fonte: www.whiplash.net

terça-feira, 21 de junho de 2011

Slash: "Eu sei o quanto Axl me odeia"


Em uma sessão de "Perguntas e Respostas" com Slash, publicada no The New York Post em abril de 2010, o ex-guitarrista do GUNS N' ROSES fala sobre tocar com Fergie, conhecer a "insuportável" Cher e porquê uma reunião com Axl é duvidosa.




Considerando o desastre que Axl Rose se tornou, é difícil de acreditar que Slash esteve numa banda com ele mesmo por um minuto. O temperamento suave de Slash é quase tão igual em nível ao de turbulência pessoal de Axl. E ainda assim Slash, que criou alguns dos maiores riffs e solos da era rock (“November Rain”, “Sweet Child O' Mine”, “Welcome to the Jungle”, etc.) deu azar não uma, mas duas vezes no departamento de vocalistas destemperados ao criar o VELVET REVOLVER com o cantor Scott Weiland.


O modelo para óculos Ray Ban e cartolas falou com o The Post:

Uma vez que sua mãe [Ola Hudson] era estilista para músicos e seu pai [Anthony Hudson] criava capas para discos, você conhecia astros do rock na infância?

"Sim. Muita excentricidade de pop stars – muitas vontades e necessidades e ilusões de grandeza. Joni Mitchell era provavelmente minha favorita. Ela era simplesmente uma pessoa muito profunda e cheia de alma. Mas, por outro lado, havia Cher, que era insuportável. Ela tinha muita pose. Minha mãe tinha uma loja, e ela entrava nela e era exigente e rude".

Quando Axl finalmente lançou “Chinese Democracy” em 2008, o que você achou?


"Era o disco perfeito de Axl – exatamente o que eu teria esperado dos anos finais trabalhando juntos, e vendo pra onde ele estava indo musicalmente. É bem pesado; meio que um disco sombrio, deprimente. Ele é fodidamente fenomenal".

Mas vocês dois não tem se falado em anos, você estaria aberto a conversar de novo?

"Eu sou mais ressabiado porque eu sei o quão veementemente ele me odeia. Então isso meio que me faz questionar isso. Mas se nos encontrássemos e toda aquela animosidade passasse por um segundo, daí eu tenho certeza que poderíamos ter uma conversa interessante".

Axl Rose e Scott Weiland são grandes vocalistas, mas não tão estáveis. É por isso que você trabalhou com tantos convidados em seu novo disco?


"Agora você está entrando no aspecto psicológico mais profundo disso, o que eu realmente não tinha levado em consideração. Talvez algumas horas no divã me façam responder a essa pergunta! Eu acho que a coisa toda foi apenas inspirada por grandes vocalistas com os quais eu queria trabalhar. Eu não pensei sobre outros aspectos disso. Mas o lance legal que surgiu disso foi que ganhei um respeito inteiramente novo por cantores, e mudou minha postura em relação a eles dado os últimos sujeitos com os quais trabalhei. Essas pessoas foram todas fabulosamente graciosas e profissionais. Eu tenho feito tanto trabalho de sessões de estúdio onde eu escrevo ou toco com alguém, e é um sentimento de vazio quando você acaba porque eles somem com o material – é como ser uma barriga de aluguel. Então dessa vez, eu chamei essas pessoas pra tocarem no meu disco".

Aquela faixa “Beautiful Dangerous” é bem hard rock pra Fergie!?

"De fato. Mas eis o lance com a Fergie: Eu a encontrei no [casa noturna] Avalon em Los Angeles quatros anos atrás. A gente fez um pout pourri de rock, e ela cantou 'Black Dog', 'Live and Let Die' e 'Barracuda' do jeito dela. Eu não ouço mais grandes vocalistas mulheres de rock como ela. Foi do caralho. Ela na verdade é mais uma cantora de rock do que de pop; eu acho que até Will [will.i.am dos Black Eyes Peas] sabe disso".

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rolling Stone: melhores álbuns dos anos 80


A Revista Rolling Stone tem edições em todo o mundo e todas elas sempre trazem listas para eleger melhores bandas, artistas, músicas e álbuns, em diversos períodos da história da música. Estas listas sempre geram discussão entre os leitores, principalmente quando feitas pelos editores.

Desta vez, a edição norte-americana da revista traz uma lista feita por seus próprios leitores com os melhores álbuns lançados na década de 80.

Um dado interessante é a inclusão de "London Calling", clássico álbum do "THE CLASH" que mesmo tendo sido lançado em dezembro de 1979 na Inglaterra, foi lançado em janeiro de 1980 nos Estados Unidos, e por isso está presente na lista. Naquela época, as pessoas não tinham como baixar discos, então só ouviam o LP quando ele chegava às lojas.

Veja quais são os dez melhores álbuns dos anos oitenta segundo os leitores da Rolling Stone norte-americana:

1. U2 – The Joshua Tree (1987)
2. Guns N' Roses – Appetite for Destruction (1987)
3. Michael Jackson – Thriller (1982)
4. Bruce Springsteen – Born in the USA (1984)
5. Prince – Purple Rain (1984)
6. AC/DC – Back in Black (1980)
7. The Smiths – The Queen is Dead (1986)
8. The Clash – London Calling (1979)
9. The Cure – Disintegration (1989)
10. Metallica – Master of Puppets (1986)

domingo, 19 de junho de 2011

Led Zeppelin: a tragédia que inspirou a capa de um álbum clássico

Talvez muitas pessoas olhem para a capa do primeiro álbum do LED ZEPPELIN e não saibam que ela é o registro de um desastre que realmente aconteceu.

Em 6 de maio de 1937, o LZ 129 Hindenburg, que havia saído de Frankfurt, na Alemanha, se preparava para aterrissar na Estação Aérea-Naval de Lakehurst, New Jersey, Estados Unidos. Enquanto descia, o veículo começou a pegar fogo. 97 pessoas se encontravam no dirigível, sendo 36 passageiros e 61 integrantes da equipe. 35 morreram (13 passageiros e 22 profissionais), além de um trabalhador que se preparava para receber a todos no solo.

A tragédia foi registrada em vídeo e fotos, mas especialmente em áudio, pelo radialista Herbert Morrison, da estação de rádio WLS, de Chicago. O locutor estava em New Jersey para gravar o momento e exibir no dia seguinte em sua emissora. O desespero está estampado em sua voz, mas mesmo assim, ele conseguiu levar em frente a cobertura, como se tudo estivesse sendo transmitido ao vivo.

A sentença “Oh, the humanity!” proferida por Herbert em meio a sua comoção acabou se tornando marcante. A frase foi reutilizada posteriormente de modo satírico em produções como Friends, The Simpsons, Wayne’s World e South Park, entre vários outros.

A investigação sobre a causa da explosão foi inconclusiva. Várias hipóteses foram levantadas, mas o que ficou de concreto da tragédia foi o fim das viagens com grande número de pessoas em veículos do tipo. Para o Rock, a imagem do ocorrido tornou-se referencial, ainda mais por estar diretamente ligada à estréia de uma das maiores bandas de todos os tempos.

sábado, 18 de junho de 2011

Guitarras:

Gibson SG

Origens

Em meados de 1960 a Gibson Guitar Corporation sentiu que o modelo Les Paul, fabricado desde 1952, já esgotara seu apelo, e decidiu mudar o design. Várias mudanças mais sutis haviam ocorrido na Les Paul desde que havia sido introduzida em 1952 ( a ponte ABR-1, os captadores Humbucker desenhados por Seth Lover, diferentes acabamentos e os trastes Jumbo em 1969) mas o que veio a seguir mudaria irremediavelmente o mundo das seis cordas. Duas críticas frequentemente dirigidas à Les Paul se referiam ao seu elevado peso e o difícil acesso aos últimos trastes, o que prejudicava a sua tocabilidade. E foi levando esses problemas em consideração e, provavelmente, influenciado pelos novos cenários musicais estabelecidos com o fim dos anos 50 que Ted McCarty e sua equipe de luthiers tomou a arriscada decisão de redesenhar a guitarra sólida da companhia na mais popular linha de guitarras Gibson até os dias de hoje.[1]

Depois que o contrato de Les Paul com a Gibson terminou em 1962, a guitarra foi renomeada para "SG" (abreviação para "solid guitar", ou "guitarra sólida") no final de 1963.

A guitarra:

O corpo da SG é produzido em mogno. Bem mais fino que o da Les Paul tradicional, sem frisos, com dois chifres pontudos e com um acesso às últimas casas muito superior ao de sua antecessora. quando introduzida, a SG vinha equipada com 2 ou 3 captadores humbuckers, um tremolo vibrola e um pequeno escudo de 5 camadas na parte inferior do corpo. Os controles individuais de cada captador para timbre e para volume também eram encontrados na SG. Já em 1967 a SG foi ligeiramente redesenhada para funcionar com um escudo bem maior, que cobria praticamente todo o topo da guitarra. Este escudo é padrão nas SG Standart atualmente.
O timbre produzido pela SG é essencialmente diferente dos timbres da Les Paul apesar da captação idêntica. Os fatores decisivos para essa diferença no timbre são basicamente a ausência DA uma camada de maple no topo de mogno encontrada nas Les Paul tradicionais e a própria espessura reduzida do corpo da SG.

Fender Jaguar:

Fender Jaguar - é uma guitarra elétrica que foi introduzida no mercado em 1962.

Se os designers da Jaguar pretenderam criar um instrumento para tocar Surf music ou se foi uma tentativa de posicionar a nova guitarra no mercado jazzístico (como foi o caso de sua predecessora, a Jazzmaster), isso ainda é um assunto em discussão entre seus fiéis aficcionados.

De qualquer forma, a Jaguar rapidamente conquistou um lugar na então emergente cena da Surf music, unindo-se aos modelos já associados ao estilo musical, a Jazzmaster, a Mosrite e a Stratocaster.

Ela voltou a se popularizar no inicio dos anos 90 utilizada por muitas bandas de rock da época como Nirvana, Teenage Fanclub, Swervedriver, Curve, etc.

Seu design e beleza foi eternizado na capa do renomado disco "Loveless" (1991) do My Bloody Valentine, considerado por muitos críticos um dos melhores discos daquela década.

Gibson Flying V:

Origens

O primeiro protótipo desta guitarra foi feito em 1957. Ela, junto com a Futura, X-Plorer e a Moderne, iniciaram uma linha da guitarras modernistas desenhadas pelo então presidente da corporação, Ted McCarty. Estas guitarras vieram com o propósito de dar uma cara mais futurista à Gibson, mas elas inicialmente não vingaram. Depois do seu lançamento, em 1958, a linha foi interrompida em 1959.

No meio dos anos 60, guitarristas como Albert King, Lonnie Mack, Dave Davies e Jimi Hendrix, na procura de um visual mais arrojado e um som mais poderoso, começaram a usar Flying Vs. O interesse fez com que a Gibson pensasse em relançar o modelo.

E em 1967 ela de fato relançou o modelo, melhorando seu modelo com um escudo maior e mais bonito e trocando a ponte original, que tinha as cordas inseridas pela parte de trás do equipamento, pela ponte tradicional da Gibson. Alguns modelos eram fabricados com um trêmolo; este modelo é agora o padrão para a Flying V ou, como a Gibson agora a chama, V Factor.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dossiê GN’R: A versão de Slash para os fatos N°2

Para Slash, Axl era fundamental no começo do Guns N’ Roses. “Axl sempre era capaz de pegar uma melodia simples de Izzy e transformá-la em algo fantástico”, destaca. Ao longo do livro o guitarrista se equilibra entre críticas e elogios ao vocalista, o que demonstra resquícios de uma amizade adormecida – com certeza o elo que seria necessário para uma sonhada volta da formação clássica do Guns N’ Roses.

Depois Slash assumiria ter adotado uma postura “arrogante” com o músico Paul Stanley (do Kiss), durante um curto tempo em que o consagrado músico de cara pintada esteve metido com os bastidores da banda. Isso demonstra uma autocrítica do guitarrista, importante ao se contar histórias tão controversas e discutidas quanto as vividas no GN’R.

“O estilo de vida ligado às drogas era uma realidade dominante para nós e desempenhava papel principal em tudo o que fazíamos àquela altura”, detalha Slash, sobre o momento compreendido entre o fechamento de contrato com a Geffen e a gravação do álbum "Appetite For Destruction", que deu o ‘start’ para a primeira turnê da banda.

O guitarrista atribui os efeitos dos entorpecentes como ‘inspiradores’ para alguns dos membros do grupo. “Quando acontecia de conseguirmos a droga, Izzy e eu compúnhamos um bocado porque, naquela época, a heroína era um grande catalisador para nós”, relata. “Tão logo ficávamos altos, Izzy e eu começávamos a tocar de improviso e a trabalhar em nossas ideias, criando riffs para lá e para cá”, acrescenta Slash.

Dessa forma, depois que Stradlin deixou de utilizar drogas e houve a sua saída do Guns em 1991, a criatividade nas guitarras do GN’R nunca mais seria a mesma. Tanto é que nenhuma música inédita seria lançada pelo mesmo grupo após o lançamento dos discos "Use Your Illusion I" e "Use Your Illusion II". Nesse ponto, a falta de produção da banda quanto às guitarras nada tem a ver com Axl.

Depois viria a entrada do empresário Alan Niven, que tinha no currículo a intermediação do contrato dos Sex Pistols com a EMI. Em seguida, o GN’R lançaria o EP "Live Like a Suicide". Em tal época, Slash enfrentava o vício da heroína, extremamente mal visto por Axl. “Ela é o diabo. E tão atraente e sedutora que transforma uma pessoa num demônio desonesto e traiçoeiro. Ser um viciado é algo parecido com o que imaginamos que seja um vampiro”, descreve o guitarrista. O inconveniente das drogas e também do álcool, por parte de Slash, é sempre citado por Axl como um dos fatores de distanciamento dos dois.

Em determinado momento, Slash conta que ele, Duff e Izzy eram os “ratos de esgoto”, porque saíam para inúmeros clubes e bares ,ao contrário de Axl, que sempre foi mais “sofisticado” e não costumava “apagar” como os três durantes as baladas devido à mistura explosiva de álcool e drogas.

Também em várias partes do livro, Slash desmistifica algo aparente para muitas pessoas, que acreditam que após o tecladista Dizzy Reed ingressar na banda e Steven dar lugar à bateria de Matt Sorum, o Guns produziu músicas menos pesadas, registradas nos álbuns duplos "Use Your Illusion". Canções como “Dont Cry” e “November Rain”, entre outras, começaram a ser compostas e ensaiadas ainda na época do seminal "Appetite For Destruction". “You Could Be Mine”, “Dead Horse” e a cover para “Knockin’ On Heaven’s Door” são também do mesmo periodo, apenas para se ter ideia da complexidade da história e da sonoridade do GN’R.
Em seguida Slash explica a passagem trágica em que viu o melhor amigo morrer em seus braços devido a uma overdose de drogas. O guitarrista narra que mesmo sendo a pessoa que tentou salvar o camarada, acabou se tornando vilão na visão da família do jovem falecido.

O lançamento de "Appetite For Destruction", no dia 21 de julho de 1987, é um marco no livro. Slash descreve como a banda passou de uma incógnita adorada pelo underground de Los Angeles a um sucesso internacional. Da turnê com o The Cult à rápida relação com o Metallica, Slash conta que a “camaradagem” era grande quando o álbum começou a ser assimilado pela crítica e o público. Ele credita a falta do companheirismo ao término da formação clássica da banda.
Aí vieram os shows de abertura para o Aerosmith na Europa e finalmente o grupo se tornou o principal de uma turnê. Mesmo aparentando apego a Izzy, Slash não deixa de, em dado instante, criticar o colega de guitarra. “Izzy era o Grande Instigador. Era capaz de semear a discórdia sem se envolver”, dispara, citando desentendimentos com uma pessoa com a qual conviveram na época. Tudo isso no capítulo “Com o Pé na Estrada”.

Em outubro de 87 a banda encerrara a turnê de AFD e, na visão de Slash, estava se solidificando cada vez mais. A razão era a sintonia com Izzy nas guitarras, a de Duff e Steven compondo a dupla do ritmo e Axl com sua grande energia. Na sequencia vieram as primeiras aparições na recém-criada MTV.

“Foi a nossa primeira exposição de verdade, penetrando lentamente na consciência coletiva”, classifica o guitarrista. A seguir a trajetória do Guns inclui shows de abertura nos Estados Unidos para o grupo Mötley Crue, que Slash considera como “a única banda de Los Angeles que surgiu do cenário do glam rock que era 100% autêntica”. Aliás, muita farra seria registrada na companhia de Nikki e Tommy.
E haveria ainda apresentações na companhia de ninguém menos que Alice Cooper. Entretanto, é nesta ocasião que Axl causaria um imenso constrangimento aos quatro colegas de banda. O vocalista optou por ir depois dos companheiros em um carro com a namorada, ignorando a opinião contrária do empresário e dos músicos da banda. Slash, Izzy, Duff e Steven esperaram até o último instante e tiveram de subir ao palco sem a presença de Axl. Além de terem de improvisar músicas cover enquanto o vocalista não aparecia, os componentes do GN’R chegaram ao ponto de perguntar se havia algum cantor disponível na plateia. “Acabamos insultando o público e atirando coisas nele. Foi ridículo”, avaliou o guitarrista, sem ‘meias palavras’. Depois que Axl não apareceu, os demais músicos do grupo deixaram o palco e voltaram para Hollywood. “Tão putos da vida que só falávamos em chutar Axl da banda ainda naquela noite e procurar outro vocalista”, conta Slash. Ele faz alusão, surpreendentemente, ao tanto de vezes que a possível expulsão do vocalista foi cogitada.
“O assunto de demitirmos Axl surgiu umas seis vezes, completamente a sério, durante o ciclo de vida da banda”, revelou Slash. Na sequencia ele relata que, no caso citado acima, o vocalista ainda agiu como se nada de errado tivesse provocado. “O espantoso em Axl é que ele não entendia, em situações como aquela, que havia feito algo errado, não se mancava”, criticou.

Slash ainda filosofa ao tentar descrever o controverso colega de banda. “Existem certos protocolos que Axl não segue. Uma vez que não habita o mesmo espaço mental que as outras pessoas, as normas aceitáveis não lhe ocorrem”, aponta o guitarrista. “Axl é super-inteligente e, ainda assim, vive num lugar onde a lógica que governa outras pessoas não se aplica. Não se dá conta do inconveniente que suas escolhas podem ser para os outros”, emenda Slash. Tal consideração pelo colega explicaria muito dali em diante...

O percurso do Guns N’ Roses traria a seguir shows de abertura para o Iron Maiden em 1988. O próprio Slash comentaria sobre o inusitado: “Não ficamos assim tão empolgados com a ideia, uma vez que não achávamos que formávamos a combinação perfeita”, admite. O guitarrista mostrou respeito aos ingleses, mas não os isentou de críticas. Ao dizer que o álbum "Seventh Son f a Seventh Son" fora um grande sucesso, Slash ridiculariza a apresentação de palco do Maiden. E ainda lembra de um ‘chilique’ de Axl que culminaria em uma “inquietante tensão” entre as bandas.

O guitarrista passa então a citar novos deslizes do vocalista, como ausências propositais em shows e reuniões da banda. Slash não perdoou o colega: “Falta de consideração de Axl”. Em seguida, após o cancelamento de parte da turnê em que estavam, os membros do GN’R partiriam para abrir apresentações do então renascido Aerosmith.

O poderio alcançado pelo Guns, mesmo com as intempéries de Axl, pode ser medido por algumas palavras de Slash. “Estava claro que, apesar dos sucessos do Aerosmith nas rádios, logo nós nos tornamos a atração principal. Aconteceu muito depressa, graças à exibição constante da MTV de “Sweet Child O’ Mine”, disse o guitarrista, sem falsa modéstia. Tanto é verdade que um jornalista da Rolling Stone havia sido designado para fazer uma reportagem de capa sobre o Aerosmith, mas depois de observar a reação do público e vendo o GN’R tocar ao vivo, optou por colocá-los no lugar do grupo de Tyler e Perry.

Foi nesta turnê de 1988 que o Guns assistiria a duas pessoas morrerem pisoteadas no festival Monsters Of Rock, em Castle Donnington (Inglaterra). “Axl parou o show algumas vezes num esforço para controlar a multidão, mas não havia como acalmá-la”, descreveu o guitarrista.
O ponto a que o GN’R chegara assustava Slash. “A verdade é que o que sempre quisemos fazer foi ficar acima das bandas idiotas de ‘hair metal’, que desfrutam sucesso não merecido por sua existência medíocre”, atacou. “Mas, antes que me desse conta, foi onde aterrissamos quase da noite para o dia”, ponderou. O sucesso alcançava países como Austrália, Nova Zelândia e até o Japão, onde Slash disse ter tido um “tremendo choque cultural”.

A fama beirava o auge, tanto que Slash contou ter realizado um sonho: comprou uma guitarra Les Paul de 1959 de Joe Perry, a mesma que o guitarrista do Aerosmith usava em um pôster que ele tinha na parede de seu quarto quando criança. Depois o músico ainda relataria que a Les Paul faria uma guitarra em sua homenagem – a “Slash Signature” –, réplica de uma comprada por ele, modelo Standard, em 1988. “Levando em conta que fizeram o mesmo por Jimmy Page (do Led Zeppelin), sinto-me honrado”, considerou.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Lista de melhores guitarristas feita pela Gibson

A fabricante de guitarras Gibson elegeu através de seu site os 50 melhores guitarristas de todos os tempos. A votação ocorreu entre especialistas, jornalistas, músicos e internautas do site.

Na primeira posição (como sempre) ficou Jimi Hendrix. Morto em 1970, Hendrix ficou no topo devido ao seu modo revolucionário de tocar guitarra. Jimmy Page e Keith Richards, ambos em segundo e terceiro lugar, entraram na lista por causa de seu modo único e influente de tocar.

Músicos como Eric Clapton, Chuck Berry, Eddie Van Halen e Pete Townsend também entram na lista dos melhores da Gibson. Veja a lista completa logo abaixo:

1. Jimi Hendrix
2. Jimmy Page (Led Zeppelin) [na foto]
3. Keith Richards (The Rolling Stones)
4. Eric Clapton (Cream, Derek and the Dominos)
5. Chuck Berry
6. Jeff Beck (The Yardbirds, The Jeff Beck Group)
7. Eddie Van Halen (Van Halen)
8. Chet Atkins
9. Robert Johnson
10. Pete Townshend (The Who)


11. George Harrison (The Beatles) [na foto]
12. Stevie Ray Vaughan
13. Jack White (The White Stripes, The Raconteurs)
14. Prince
15. Steve Cropper (Booker T. & The MGs)
16. Mike Bloomfield (Paul Butterfield Blues Band, Bob Dylan)
17. B.B. King
18. Wes Montgomery
19. Mick Ronson (David Bowie, Ian Hunter)
20. Django Reinhardt

21. Johnny Marr (The Smiths) [na foto]
22. Les Paul
23. The Edge (U2)
24. Ron Asheton (The Stooges)
25. Angus Young (AC/DC)
26. Neil Young
27. Danny Gatton
28. Ed O'Brien/Jonny Greenwood (Radiohead)
29. Duane Allman (The Allman Brothers, Derek and the Dominos)
30. Roy Buchanan
31. Bo Diddley
32. Ry Cooder

33. Scotty Moore (Elvis Presley).
34. Slash (Guns N’ Roses, Velvet Revolver){na foto}
35. Buddy Guy
36. Charlie Christian
37. Mike Campbell (Tom Petty and the Heartbreakers)
38. Lou Reed (Velvet Underground)
39. Frank Zappa
40. Steve Jones (Sex Pistols)
41. David Gilmour (Pink Floyd)
42. Richard Thompson

43. John Frusciante (Red Hot Chili Peppers) [na foto]
44. Rory Gallagher (Taste)
45. Clarence White (The Kentucky Colonels, The Byrds)
46. Hubert Sumlin (Howlin’ Wolf, Muddy Waters)
47. Andrés Segovia
48. Robert Fripp (King Crimson)
49. Kurt Cobain (Nirvana)
50. Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Red Hot Chili Peppers divulga lista de músicas de novo disco

'I'm with you', décimo CD do grupo, será lançado em 30 de agosto.
Banda se apresenta no Rock in Rio no dia 24 de setembro.

O Red Hot Chili Peppers divulgou em seu site oficial o nome das faixas de seu novo disco. "I'm with you" será lançado em 30 de agosto. O décimo álbum de estúdio da banda é o primeiro com o guitarrista Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante no ano passado.

Criado em Los Angeles em 1983, o Red Hot logo se destacou na cena musical por misturar rock com elementos do funk tradicional. A banda toca no Rock in Rio em 24 de setembro com Snow Patrol e Capital Inicial.

Veja quais são as novas canções da banda:

1 - "Monarchy of roses"
2 - "Factory of faith"
3 - "Brendan’s death song"
4 - "Ethiopia"
5 - "Annie wants a baby"
6 - "Look around"
7 - "The adventures of rain dance Maggie"
8 - "Did I let you know"
9 - "Goodbye hooray"
10 - "Happiness loves company"
11 - "Police station"
12 - "Even you Brutus?"
13 - "Meet me at the corner"
14 - "Dance, dance, dance"

Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 12 de junho de 2011

Show do Red Hot Chili Peppers em São Paulo

Confirmado – Show do Red Hot Chili Peppers em São Paulo

O Red Hot Chili Peppers voltará ao Brasil após 9 anos e vai se apresentar no Rock In Rio e também em São Paulo com sua nova turnê do álbum, I’m With You.
Com esse anúncio, muitos que não conseguiram ingressos para o Rock in Rio terão uma nova chance de assistir um show no Brasil.

As informações sobre a data e local do show não foram divulgadas, mas segundo o blog o show deverá ocorrer entre os dias 20 de setembro e 10 de outubro. Lembrando que no dia 18 de outubro eles já tem um show marcado em Paris e provavelmente nessa época será iniciada a turnê européia.
A chance de shows em outros lugares não está totalmente descartada, mas até o momento não temos qualquer informação.

Fonte: RHCP Brasil

sábado, 11 de junho de 2011

Ozzy Osbourne - Life Won't Wait

Scream é o décimo primeiro álbum de estúdio de Ozzy Osbourne e o primeiro após a saida do guitarrista Zakk Wylde da banda e do baterista Mike Bordin.



Letra: Life Won't Wait

I watch it all change
Take the news of the day
And throw it away

Time will kill all the pain
Fate will cure the decay
Of all this blind ambition
The greed bring us together

Stay Strong
Stay True
Be brave
It all comes down to you

Try just to let it go
Know that justice moves slow
But it comes in the end
Rise, the guilty will fall
Stay, they can't take it all

The want the unimportant
It's love they leave behind

Stand up
Aim true
Keep heart
The future looks to you

Every second you throw away
Every minute of every day
Don't get caught in a memory
Life won't wait for you
No, life won't wait for you my friend

I'm watching the change
Who will carry the flame?
It all feels very strange

Dreams that men can be good
Faith to live as we should
And know we're all connected
We give ourselves the power

Stay strong
Stay true
Be brave
It all comes down to you

Every day that you wait
You're falling faster
No slight of hand, no twist of fate
No ever after

When it's gone, it's gone
A fight 'til the bitter end
Life won't wait for you, no
Life won't wait for you, my friend

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Zakk Wylde

Zakk Wylde nasceu em 14 de janeiro de 1967 com o nome Jeffery Phillip Wielandt, em Bayonne, Nova Jersey. Seu pai lhe deu o apelido "Flip" devido à seu nome do meio e é assim que sua família e amigos íntimos o chamam até os dias de hoje. Ele teve seu primeiro contato com um violão aos oito anos, mas apenas por um curto período de tempo, devido a sua falta de interesse. Aos 14 anos ele voltou a tocar, tomando lições com LeRoy Wright, filho de seu treinador de futebol americano. Depois disso, ele estudou violão classico em Freehold, NJ e depois com um outro professor em Manhattan.

Ele formou sua primeira banda (Stone Henge) em 1984, tocando músicas do Black Sabbath, Ozzy Osbourne e Rush, eles tocavam principalmente em festas e às vezes em pequenos clubes. Nessa época ele começou a sair com uma colega de sala chamada Barbarannne Caterina, que mais tarde viria a se tornar sua esposa. Nessa época ele possuía em seu quarto, um pequeno altar dedicado à Randy Rhoads.

Após formar-se na Jackson Memorial High School em 1985, Zakk então com 18 anos, trabalhava no supermercado local e tocava em várias bandas. Foi quando ele entrou para a banda Zyris, assumindo o lugar do guitarrista Dave Linsk (que entrou para o Overkill). Na época que entrou para a banda Zyris ele começou a se chamar de Zakari Wyland. Ele pegou o nome do personagem Dr. Zakkary Smith, do seriado de TV "Lost inSpace" (Perdidos no Espaço). Zakk começou a escrever músicas próprias e a banda Zyrys tocava além delas covers de Black Sabbath e Led Zeppelin. Nessa época ele começou a dar aulas de guitarra em Jackson, NJ.

Em 1987, ouvindo no programa de radio Howard Stern Show que Ozzy Osbourne estaria fazendo audições com guitarristas desconhecidos, para encontrar um substituto para Jake E. Lee, ele nem pensou na possibilidade, pensando se tratar apenas de um sonho.

Em um show da banda Zyris, Zakk foi descoberto pelos fotógrafos de rock Mark Weiss e Dave Feld. Impressionado pela performance de Zakk, Dave o abordou e mencionou que Ozzy estava à procura de um novo guitarrista e que eles enviariam um pacote da imprensa à Ozzy. Zakk com a ajuda do amigo Jim Matlosz, gravou uma demo com cinco faixas que foi mandada junto com o material da imprensa à Ozzy Osbourne. A fita continha uma "intro", já mostrando o estilo de som de Zakk, duas faixas de violão erudito, um arranjo de solos e licks no estilo da época e algumas músicas da carreira solo de Ozzy (na verdade só os solos de Randy Rhoads). Após enviar a fita, Zakk foi para casa achando que não conseguiria a vaga na banda de Ozzy. No dia seguinte ele recebeu um telefonema de Sharon Osbourne, perguntando se ele queria entrar na banda. Porém Zakk ainda tinha um contrato com a banda Zyris e o agente da banda, Peter J. queria "vender" Zakk por 60 mil dólares. O agente decidiu entrar na justiça o que quase fez com que Zakk não conseguice o emprego com Ozzy. No final, ele acabou sendo "vendido" por 5 mil dólares.

Em maio de 1987 com 20 anos de idade, Zakk Wylde entrara para a banda de Ozzy Osbourne e mudara oficialmente seu nome para Zachary Phillip Wylde. Ozzy apresentou o novo guitarrista em 15 de dezembro de 1987 no Hard Rock Cafe em Nova Iorque. Zakk fez sua estréia em estúdio em 1988 com o álbum "No Rest For The Wicked" e seu primeiro show com Ozzy foi em uma prisão. Zakk se revelou como um dos mais notáveis jovens guitarristas do metal. Seu estilo agressivo e sua "pegada" o tornaram facilmente reconhecível. Daí surgiu o "sobrenome" Wylde pelo qual era chamado por motivos óbvios.

Um ano após tocar em pequenos clubes de NJ, Zakk viajava o mundo ao lado de Ozzy, tocando nas maiores arenas do globo.

Em 1989 Zakk participou junto com Ozzy, no álbum "Make a Diference Foundation", com a música "Purple Haze". Depois do que ele "fez" com a música de Jimi Hendrix, seu lugar nas listas de melhores guitarristas foi garantido.

Em 1990 foi lançado o álbum "Just Say Ozzy", contendo músicas do álbum "No Rest For The Wicked" e grandes sucessos do Black Sabbath. Neste álbum encontra-se a universalmente reconhecida, melhor versão de "Shot in the Dark".

Ainda em 1990 foi gravado o álbum "No More Tears". Nesse álbum se encontram algumas das melhores performances de Zakk Wylde, do super-hit "NO More Tears" até a tenebrosa "Mr. Tinkertrain". O álbum é muito bem feito e balanceado para atender todos os gostos. Zakk se mostrou mais maduro e seu estilo começou a se concretizar.

Na turnê de "No More Tears",que supostamente seriaa última turnê de Ozzy, foi gravado o álbum "Live & Loud", um CD duplo que rendeu um Grammy à banda de Ozzy pela música "I Don´t Want To Change The World".

Em 1991 Zakk participou do álbum "Dweezil Zappa - Confessions" com a música "Stayin Alive" do BeeGees. (mais uma vez, Zakk transformou algo tranquilo em uma tempestade de riffs)

Em 1992, ainda na banda de Ozzy, Zakk formou a banda Lynyrd Skynhead com o baixista James Lomenzo e o baterista Greg DeAngelo. Eles tocavam faziam jams de classic rock, rock "sulista" e covers de bandas como Lynyrd Skynyrd, The Allman Bros e ZZ-Top. A música "Farm Fidlin" gravada por eles para o CD "Guitar's That Rules The world", mostra a versatilidade de Zakk, passando de um amistoso country à uma série de riffs pesados e terminado em um belo blues.

Em primeiro de agosto de 1993 Zakk realizou um show único com o Allman Bros. Band no Great Woods Anphitheatre, em Mansfield, MA. Esse show é uma verdadeira aula de blues. Existem gravações desse show e vale muito à pena conferir.No ínicio de 1994, Greg DeAngelo, foi substituído por Brian Tichi e o nome da banda foi mudado de Zakk Wylde para Pride & Glory. O único álbum da banda foi lançado em meados de 1994. A banda, uma potente mistura de country, rock "sulista", blues e heavy-metal, conseguiu um certo sucesso fazendo turnês com bandas como Lynyrd Skynyrd, Aerosmith, Ted Nugent e Whitesnake. James Lomenzo deixou a banda em novembro de 1994. Faltavem apenas 3 dias para a turnê americana e Zakk convidou seu velho amigo John DeServio (J.D.). O Pride & Glory fez seu último show em 10 de dezembro de 1994, em Los Angeles, CA.

Slash do Guns N Roses tocou com a banda nas músicas "Voodoo Chile" e "Red House". Essa apresentação foi gravada em vídeo mas não foi um lançamento oficial. Um álbum ao vivo supostamente foi gravado, mas nunca chegou às prateleiras. Foi gravado também um vídeo chamado "Fadin Away" em uma das últimas apresentações do Pride & Glory no Japão.

Em 1995 Ozzy Osbourne recontrata a formação da turne "No More Tears" (Zakk Wylde, Randy Castillo e Mike Inez), para a gravação de seu novo álbum. "Ozzmosis" foi lançado ainda em 1995, com o poderoso single "Perry Mason".Porém, Zakk não escreveu todas as músicas do álbum. "My Little Man" foi composta por Steve Vai , e algumas outras faixas foram escritas por vários outros músicos. Durante a gravação de "Ozzmosis", Zakk costumava ir à um restaurante chamado "Brew's" em Nova Iorque. De acordo com Kieran Brew, proprietário do restaurante, ele chegava por volta das 3 horas da manhã, após um dia inteiro no estúdio. Ele tocava e cantava canções que vinha compondo, mas que obviamente não poderiam ser usadas no "Ozzmosis". Esse material mais tarde viria a ser usado no álbum "Book Of Shadows".

Nesse período, Zakk fazia constantes jams com os integrantes do Guns N Roses e várias músicas foram compostas. Zakk estava dividido entre ingressar no Guns N Roses e fazer a turnê com Ozzy. Ele demorou demais para resolver e Ozzy acabou contratando o guitarrista Joe Holmes para a turnê do "Ozzmosis". Logo, Zakk recebeu um recado do Guns N Roses dizendo que seus "serviços" não seriam necessários.

Zakk Wylde resolveu lançar um disco solo com o material que vinha compondo à tempos. Ele covidou James Lomenzo ex-baixista do Pride & Glory, e Joe Vitale, baterista do Joe Walsh and Crosby, Stills & Nash. "Book Of Shadows" foi lançado em 18 de junho de 1996. Nick Catanese, um guitarrista de Pittsburg enviou um e-mail à Zakk querendo saber se ele precisava de um segundo guitarrista. Nick conseguiu o emprego e participou da turnê do "Book Of Shadows". Durante essa turnê, na Califórnia, Zakk conheceu o baterista Phil Ondich. No final da turnê, em Roanoke, Virginia, Zakk encontrou-se novamente com Phil e este lhe entregou uma fita na qual tocava com a banda Raging Slab. Do lado de fora de uma estação de radio local, Zakk tocou uma nova música acústica chamada "Beneath The Tree". Phil Ondich "marcou" o rítmo batendo fortemente as mãos nas pernas. Seu talento foi facilmente reconhecido por Zakk. Existe uma gravação desta rara performance, mas ela nunca foi lançada.

Zakk fez uma turnê no Japão no outono de 1997, com Nick Catanese na guitarra base, Ian Mayo no baixo e Brock Avery na bateria. Um vídeo oficial foi gravado e entitulado "Rock Around The Bay '97". A banda de Zakk também tocou no Jason Becker Benefit em 17 de novembro de 1997.

Nesse mesmo ano,Zakk participou do álbum "Thunderbolt",um tributo ao AC/DC, com a música "Hell Ain't A Bad Place To Be". Ainda em 1997, Zakk participou do álbum "Stairway To Heaven", um tributo ao Led Zeppelin, tocando várias músicas, sempre "ao seu modo".Em 31 de janeiro de 1998, a formação original do Pride & Glory se reuniu para um único show no "Whiskey" em Hollywood, CA. Acredita-se que um vídeo foi gravado, mas este nunca apareceu.Ainda no início de 1998, Zakk Wylde, Mike Inez e Randy Castillo foram recontratados por Ozzy Osbourne, para uma turnê na Nova Zelândia, Austrália e Japão.

Após voltar do Japão, Zakk resolveu gravar um novo álbum de sua carreira solo e convidou o baterista Phil Ontich. Zakk e Phil resolveram mudar o nome da banda para Hell's Kitchen e em maio de 1998 eles gravaram o que viria a ser o álbum "Sonic Brew". Porém, algumas semanas depois, após enfrentar problemas por causa do nome Hell's Kitchen que já havia sido registrado, ficou decidido que o nome da banda seria Black Label Society. A banda precisava de um baixista, então Zakk colocou anúncios em todas as revistas relacionadas a música: "À procura de baixista entre 20 e 30 anos. Preferência para guitarrista disposto a tocar baixo.Se você não desenterrar Cliff Burton, não precisa se dar ao trabalho de nos procurar." Evidentemente, a idéia de encontrar um baixista desconhecido não deu certo e Zakk acabou contratando seu velho amigo J.D. para ser o baixista do Black Label Society.

O Black Label Society realizou seu primeiro show em Tóquio no Japão no dia primeiro de maio de 1999. No dia 4 de maio o álbum "Sonic Brew" foi lançado nos EUA. Após a turnê no Japão o B.L.S. fez uma turnê na Europa, tocando para o maior público desde os tempos de Zakk Wylde com Ozzy. Depois da turnê européia, uma turnê nos EUA foi agendada, mas todos os shows foram calcelados. Nesse período, Zakk estava sendo processado pela Johnny Walker Company (marca de whiskey), por causa da capa do álbum"Sonic Brew", que segundo a empresa era muito parecida com uma garrafa de Johnny Walker Black Label. A banda decidiu mudar a capa e para incentivar os fãs a comprarem o novo álbum, eles gravaram uma faixa bônus entitulada "No More Tears 2000".

Em meados de 1999, Zakk participou ao lado de Dee Snider (Twisted Sister) do álbum "Humanary Stew", um tributo à Alice Cooper, com a música "Go To Hell".Finalmente em Setembro de 1999´o Black Label Society fez sua primeira turnê americana, com a banda Loudmouth abrindo a maioria de seus shows.

Em janeiro de 2000, Zakk e Phil foram para o Rumbo Records, na Califórnia trabalhar no novo álbum "Stronger Than Death". Axl Rose estava no mesmo estúdio durante as gravações e eles saíram juntos inumeras vezes, embora não haja nenhuma contribuição de Axl para o álbum. "Stronger Than Death" foi lançado no Japão em 8 de março de 2000 e nos EUA em 18 de abril deste mesmo ano. J.D. decidiu deixar a banda, para cuidar de interesses pessoais. Ele foi substituído por Steve Gibb, filho de Barry Gibb do BeeGees. Foi realizada mais uma turnê na terra do sol nascente.

Logo após o final da turnê japonesa, a banda viajou para os EUA e começou imediatamente a turnê norte-americana. A banda inteira volrara do oriente doente e exausta. O primeiro show da turnê americana foi marcado por um triste acontecimento. Durante a quinta música, Phil Ondich desmaiou atrás de sua bateria, com fortes dores no estômago, sendo socorrido por Craig Nunenmacher (baterista da banda Crowbar, que abria os shows do Black Label Society), que viria a substituí-lo para que o show não acabasse. Os dois shows seguintes foram cancelados. Após dois dias parada, a banda volta à turnê com alguns de seus melhores shows. Durante a viagem entre Dallas e Houston, a Les Paul Bullseye original, "The Grail" de Zakk caiu de um trailer em algum lugar da estrada entre as duas cidades. Muitos anúncios foram divulgados e uma "gorda" recompensa foi oferecida, mas a guitarra continuou desaparecida. Algumas semanas depois, quando a banda fazia um show no estado de Indiana, Phil teve outro colapso, ainda sofrendo com os problemas no estômago, que só pioravam. A tensão começou a aumentar e uma discussão entre Zakk e Phil, em pleno palco, resultou na saída de Phil Ondich. Craig Nunenmacher, do Crowbar, o substituiu a partir daí, na bateria do Black Label Society.

O álbum ao-vivo "Alcohol Fueled Brewtality Live", gravado em outubro de 2001, foi lançado em 16 de janeiro de 2001. A banda foi incluída no palco principal do "Ozzfest" desse ano. Steve Gibb deixou a banda no meio da turnê, sendo substituido por Mike Inez (Ex-Ozzy/Alice in Chains). Cerca de um mês depois, Mike Inez teve que deixar o Black Label Society por ter obrigações com outra banda, na Califórnia. O encarregado da parte técnica do baixo de Mike Inez, Frey Theiler o substituiu até o fim do "Ozzfest".

Durante o "Ozzfest" 2001, Zakk gravou algumas demos com o baterista Christian Werr, para serem incluídas no próximo álbum de Ozzy Osbourne. Ozzy rejeitou todas as músicas, alegando que elas soavam "muito Black Label". Zakk então guardou o material para o próximo álbum do Black Label Society.

Zakk gravou o novo álbum com Ozzy no verão de 2001, mas Zakk não escreveu nenhuma das músicas do álbum. "Down To Earth" foi lançado no dia 16 de outubro de 2001. A banda de Ozzy e a de Rob Zombie partiram para uma turnê juntas, a "Merry Mayhen Tour". Durante uma apresentação no Japão, foi gravado um álbum duplo, ao vivo, o "Live At Budokan", com algumas das melhores performances de Zakk, incluindo um trecho do lendário solo "Eruption" de Edward Van Halen. Nesse show é possível notar a presença de fãs de Zakk na mesma quantidade que os fãs do próprio Ozzy.

Ainda no ano de 2001, Zakk foi convidado para fazer o papel de "Ghode", guitarrista de uma banda fictícia chamada Steel Dragon (muito boa por sinal) criada para o filme "Rock Star". Sua performance no filme é inesquecível. (Vale muito à pena conferir as músicas da trilha do filme e o próprio filme).

Ao final da turnê com Ozzy, Zakk voltou aos estúdios acompanhado por Craig, para os preparativos para a gravação do novo álbum do Black Label Society, "Deathcore Warmachine Eternal". Devido ao peso dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, Zakk resolveu mudar o nome do álbum para "1919 Eternal". o álbum foi lançado em 5 de março de 2002.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dossiê GN’R: A versão de Slash para os fatos N° 1:

Em 2008 foi lançada no Brasil, pela Ediouro, uma obra literária seminal que elucida várias questões envolvendo o Guns N’ Roses e principalmente a relação entre o vocalista e o guitarrista do grupo, que responde pelo nome de Saul Hudson. É o livro "Slash" (por Slash e Antony Bozza), que aborda do início de sua carreira musical até a última turnê mundial pelo Velvet Revolver. Nesta série de matérias alguns trechos do livro serão comentados.

O livro traz revelações do que foi chamado de “todas as lendas sobre sexo, drogas e rock and roll” a respeito de Slash, incluindo sua trajetória desde a infância até o fim de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Na orelha do livro Slash frisa que não se trata de um desabafo, mas sim da história como ele conheceu e vivenciou. E um brinde aos gunners é a riqueza de detalhes acerca de sua vida, incluindo o envolvimento com as drogas e o álcool, além do porquê de sua saída do Guns N’ Roses – este sendo o ponto principal deste texto.

Antes de qualquer coisa é preciso ressaltar que o próprio músico nascido em Stoke-on-Trent (Inglaterra) e crescido em Los Angeles admite que seus relatos parecem “exagerados”, mas isso não significa que não aconteceram. Em dado momento da obra é afirmado por Slash que Axl certamente possui outra visão/versão para os mesmos fatos vivenciados conjuntamente nos áureos tempos do GN’R.
A partir de agora serão esmiuçados os fatos que dizem respeito à relação de Slash com seus ex-companheiros de Guns N’ Roses, cheia de especulações por muitos dos fãs da banda.

Já no início do livro, Slash dá uma declaração que enaltece o baterista Steven Adler, expulso do grupo em 1990 em plena gravação do disco duplo "Use Your Illusion" por excesso de drogas. Slash afirma que deve tudo em sua carreira a Adler, que conheceu na escola aos 13 anos (1978). “É graças a ele que toco guitarra”, revela o músico, para quem o ex-baterista do GN’R “é o tipo de desajustado que apenas uma avó pode amar, mas com quem não pode conviver”. Ele conta que de início ouvia junto de Adler o grupo Van Halen, pelo qual ficou fascinado com os solos de guitarra de Eddie Van Halen, em “Eruption”. Slash descreve as confusões colegiais tidas ao lado do colega que, segundo ele, dava muita importância principalmente aos grupos Kiss, Boston e Queen. Já para o guitarrista, os anos 60 e 70 foram a época “mais criativa do rock and roll”. Slash confessa que o disco "Rocks", do Aerosmith, o influenciaria sobremaneira, através das primeiras notas de “Back In The Saddle”.

Do apelido dado pelo ator Seymour Cassel, Slash admite não ter vocação para a liderança. “Basicamente, não tenho a personalidade para ser um líder de tipo algum”, entrega. Isso, obviamente, é suscitado porque anos depois muitas brigas de comando ocorreriam com o colega Axl Rose. Ele diz também que sempre procura ver o melhor das pessoas, não importando o defeito delas. No decorrer da obra, Slash afirma que tentou prosseguir com o GN’R mesmo "enfrentando" o polêmico vocalista.

Em seguida diz que é “indigno de ouvir” o movimento punk de Los Angeles, ao contrário da cena vista em Londres e Nova Iorque. A partir dali descreve como conheceu Izzy Stradlin e Duff McKagan; este último com quem possui até hoje estreitos laços de amizade, ao ponto de ter formado o Velvet Revolver no começo dos anos 2000.

Na sequencia é mostrada a transição entre os grupos seminais L.A. Guns e Hollywood Rose, pelos quais os membros fundadores do GN’R passariam – Slash, Duff e Steven pelo primeiro e Axl e Izzy pelo segundo. Neste trecho da obra o guitarrista conta como conheceu “o melhor cantor de Hollywood naqueles tempos” (Axl).

No capítulo 5 (“Azarões”), Slash descreve uma peculiar característica do guitarrista-base Izzy Stradlin. Ao mencionar a mudança do segundo guitarrista do Hollywood Rose – a demissão de Chris Webber sem o consentimento de Izzy –, ele afirma entender a personalidade do futuro ex-colega de guitarras no GN’R. “Agora sei que sair em disparada é o mecanismo de defesa de Izzy quando acha que as coisas não estão muito bem: ele nunca faz estardalhaço em torno disso, apenas sai e não olha para trás”. Tais palavras de Slash explicariam a atitude de Stradlin ao deixar o Guns em 1991 sem maiores explicações.

Por sinal, a debandada de Izzy intriga e entristece até hoje os fãs ardorosos da formação clássica do GN’R. Nesta visão, pode-se concluir que no período em que o Guns mudou seus padrões com a saída de Steven e a inclusão de teclados e metais na banda, o então guitarrista-base abandonou o barco por discordar dos rumos ora tomados por todos.

Slash recorda que se tornou “realmente bom amigo” de Axl durante o período em que o vocalista morou com a família Hudson. Para ele, os traços típicos de Rose são de uma pessoa “sensível, introspectiva e que passava por acentuadas mudanças de humor”. Por esta descrição, Slash justificaria muitas atitudes futuras e consideradas por ele como erradas.

Para Slash, o traço de personalidade "baderneiro" de Axl os unia, “desde que não prejudicasse o profissionalismo”. Entretanto, a característica reincidente do vocalista em causar atrasos nos shows e discórdias quanto ao futuro da banda após o lançamento do disco de covers "The Spaguetti Incident" (em 1993) o descontentaria profundamente.

Entre tiradas ao grupo Poison e citações à grande influência do Hanoi Rocks e do New York Dolls, Slash lembra que Axl tivera envolvimento com uma ex-namorada sua de nome Yvonne possivelmente em 1984. “Durante um dos períodos em que resolvemos dar um tempo no relacionamento, Axl transou com ela. Fiquei contrariado à beça”, confidencia o guitarrista. Portanto, a futura ‘birra’ dos dois tem raízes mais profundas do que se imaginava.

Slash ainda conta como foi a entrada no Guns N’ Roses e que via na figura de Izzy um “amortecedor” em relação ao frontman da banda. “Axl e eu nos entendíamos bem de várias maneiras, mas tínhamos diferenças inatas de personalidade”, reforçou o guitarrista. Neste instante, ele reitera que o grupo era único em suas características e realizava um sonho profissional. “Não havia nem um pouco da típica atmosfera existente em Los Angeles, na qual a meta era obter um contrato para um disco. Não existia preocupação em relação às poses apropriadas ou refrões babacas de apelo comercial que poderiam levar ao sucesso nas paradas”, classificou.

O guitarrista explica que em seu início o Guns N’ Roses se assemelhava a uma gangue, pois se reunia para fins específicos e possuia comportamento delinquente e antissocial, ao ponto de não aceitar críticas de ninguém, nem dos próprios colegas. Muito da autodestruição da banda pode ser vista nesta menção à personalidade explosiva de cada um dos integrantes.

“Eu nunca havia estado numa banda em que músicas que achava tão inspiradoras fluíam tão naturalmente”, enalteceu Slash, a respeito dos primeiros passos da banda, incluindo série de shows e composição. Algo relevante que se pode concluir pelas palavras do guitarrista – e que seria reforçado mais adiante no livro – é que a dissolução do GN’R está intimamente ligada ao rompimento do processo de criação/composição das músicas com o passar dos anos. Ou seja, cada vez mais os músicos se distanciaram com a expansão e descaracterização da banda iniciada em meados dos anos 80.

Após explicações sobre as negociações com empresários no início da carreira e de como odiavam as bandas chamadas de glam de Los Angeles, Slash cita que Axl começava a adquirir a reputação de “genioso” e que podia “subir nas tamancas a qualquer momento”. A seguir traz informações a respeito de como notou “algo diferente” em Steven, pelo uso de heroína, além da passagem em que Axl conhece Dizzy Reed, então integrante da banda Wild e que depois se juntaria ao GN’R para implantar teclados e maior complexidade ao grupo.

Fora a acusação conjunta com Axl de estupro de uma garota, Slash menciona o primeiro contrato com gravadora (Geffen Records), em 1986. A partir dali, com a entrada do empresário Tom Zutaut, o grupo começaria uma guinada, vindo a se autodestruir no decorrer do tempo. “Deixáramos de ser mais um bando de desordeiros sem nada a perder, passando a ser desordeiros com apoio corporativo”, considerou o guitarrista.

Além disso, Slash recorda como os membros da banda conheceram o músico West Arkeen, que os apresentou “as sutilezas da pureza da cocaína”. Por ironia do destino, depois de colaborações com o GN’R no começo dos anos 90, Arkeen morreria de overdose da mesma droga. A criatividade latente dos músicos era tão grande no período inicial, que a letra do petardo “Mr. Brownstone”, que fala de um dia da vida deles na época, foi escrita em um saco de papel de mercearia.

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