SLASH - MADE IN STOKE(COMPLETO)

Made in Stoke é o segundo álbum ao vivo (CD e DVD) do guitarrista Slash , em parceria com o vocalista Myles Kennedy.O show foi gravado na sua cidade natal Stoke-On-Trent Assista

SLASH E MYLES KENNEDY ELEITOS OS MELHORES DO ANO PELA LOUDWIRE MUSIC AWARDS 2012

Slash e Myles Kennedy ganharam em duas categorias na Loudwire Music Awards 2012! . Confira

GUITAR WORLD: EDDIE VAN HALEN, O MELHOR GUITARRISTA DE TODOS OS TEMPOS

Eddie Van Halen foi eleito o maior guitarrista de todos os tempos pela publicação estadunidense Guitar World.Confira a lista

STEVE VAI: OUÇA THE STORY OF LIGHT

Ouça o novo álbum de Steve Vai, "The Story Of Light". O trabalho sairá pela Favored Nations Entertainment, o selo que Vai abriu em 1999.".Ouça

BON JOVI: "BANDA APRESENTA MÚSICAS DO NOVO DISCO"

Foi ao ar na sexta-feira (25 DE JANEIRO), a apresentação da banda Bon Jovi, no BBC Radio Theatre, em Londres. Ouça

SLASH - APOCALYPTIC LOVE: OUÇA O ÁLBUM COMPLETO

Apocalyptic Love é o segundo álbum solo de estúdio do guitarrista. Slash começou a trabalhar em seu segundo álbum solo em junho de 2011, quando ainda estava na turnê de seu primeiro álbum solo. Ouça
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domingo, 20 de janeiro de 2013

Ultimateclassicrock: os 10 melhores solos de Jimmy Page

Matéria produzida por Sterling Whitaker do Ultimate Classic Rock. 
Todas as posições desta lista são de inteira responsabilidade do primeiro autor.
“Não há dúvidas de que Jimmy Page é um dos guitarristas mais importantes de todos os tempo, assim como um dos mais versáteis. Sua técnica está enraizada no Blues, mas também possui elementos de música contemporânea, jazz, folk, pop e clássico, e claro, seus riffs pesados são o protótipo para muito do heavy metal que o seguiu, ainda que Page não seja um guitarrista de metal. “

10: “Fool In The Rain” de In Through the Out Door (1979)
09: “Achilles Last Stand” de Presence (1976)
08: “Black Mountain Side” de Led Zeppelin (1969)
07: “Since I’ve Been Loving You” de Led Zepellin III (1970)
06: “Dazed and Confused” de Led Zeppelin (1969)
05: “Black Dog” de Led Zeppelin (1971)
04: “Communication Breakdown” de Led Zeppelin (1969)

Top 3:

 03: “You Shook Me” de Led Zeppelin (1969)
“Saindo de um background de Blues e de um trabalho com o Yardbirds, era inevitável que Page incluísse algum autêntico blues old school no primeiro álbum do Zeppelin.”

 02: “Heatbreaker” de Led Zeppelin II (1969) 
“Page ajudou a pavimentar o caminho para todos os ‘shredders’ com esta faixa do Led Zeppelin”

 01: “Stairway to Heaven” (1971) 
“Qual mais podia ser? ‘Stairway to Heaven’ é não somente o topo de nossa lista, ela é conhecida universalmente como um dos maiores solos de guitarra em toda a história.”

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Steve Vai: guitarrista fala sobre novo álbum

Anthony Morgan, do MetalForcesmagazine.com, recentemente conduziu uma entrevista com o virtuoso guitarrista Steve Vai. Alguns trechos desta conversa podem ser lidos abaixo:

Sobre seu novo álbum, “The Story Of Light”: 
Steve: “Eu estava querendo fazer um disco conceitual, mas talvez algo mais fora do comum do que os típicos discos conceito. Eu tinha esta história que era bem esotérica e profunda. Eu pensei ‘Por que não conto esta história com uma série de uns três discos?’ Durante este feito, eu decidi fazer com que as músicas indicassem personalidades, personagens e elementos da história. Eu não queria dar tudo de mão beijada, porém, então as músicas não estão na ordem certa para revelar a história.”

“Para desvendar os elementos da história, você deve ler as notas de rodapé e escutar com cuidado as letras. Este tipo de coisa foi pensado para não ficar martelando as pessoas com histórias esotéricas quando eles só querem realmente ouvir a música. Após eu lançar os três discos, que são mais ou menos as parcelas desta história, eu pensei que talvez pudesse fazer uma embalagem com 4 discos. Eu poderia pegar os três já lançados e colocar as músicas na ordem correta. Eu talvez colocasse as letras em algumas das músicas instrumentais e lançar com um outro disco narrado, ou músicas adicionais. Desta forma você poderia ouvir a história do começo ao fim de uma forma bem linear, e seria algo completamente diferente dos discos instrumentais que eu normalmente faço.”

Sobre a faixa “No More Amsterdam”, com a vocalista convidada Aimee Mann:
Steve: “Eu estava indo para a Berklee College of Music e Aimee também, nós de fato freqüentamos a escola juntos, e vivíamos no mesmo prédio, com algumas portas de distância um do outro. Minha namorada naquela época (Pia Maiocco), que agora é minha esposa, era a melhor amiga de Aimee, então, através dos anos, eu sempre tinha a música de Aimee em minha casa. Eu sempre gostava muito quando ela lançava algo. Eu tinha esta música chamada ‘Innerness’ e ela era uma bela faixa acústica. Eu queria descrever a história de uma forma que fosse cantada por duas pessoas, um homem e uma mulher. É a história de um cara olhando para um lago e ele vê em seu reflexo o seu anjo da guarda, como a voz de sua consciência. Eles então têm uma conversa. Eu escrevi a primeira linha, mas então tive um bloqueio criativo. Foi um aviso de que eu precisava fazer outra coisa. Eu contei a minha esposa, Pia, sobre isto e ela então ela disse: ‘Por que você não chama Aimee?’ De início eu pensei: ‘Steve Vai e Aimee Mann? Isso é uma música muito contrastante’, por mais que eu amasse o que ela fazia. Ela é como uma poetisa e sua voz é bem forte e confiante. Esta música era tão doce que eu achei que ela não fosse ter interesse. Então nós entramos em contato e ela realmente gostou da ideia. Trabalhar com ela foi uma linda experiência. [...] Ema escreveu todas as letras e a chamou de “No More Amsterdam”. Tudo isto soa muito bem com a história. [...]”

Sobre o andamento de seu álbum e conceito: 
Steve: “Eu tenho músicas escritas e certas histórias estruturadas, mas eu não acho que vai ser meu próximo álbum de estúdio. Há outros projetos que eu quero fazer, e eu quero evoluir minha percepção de interesses na vida antes de realmente entrar nisso. Se estiver no meu destino viver para fazê-lo, eu espero conseguir [risos]. O projeto final é na verdade uma quadrilogia.”

Você pode ler a entrevista completa, em inglês, na matéria da Metal Force: http://www.metalforcesmagazine.com/site/feature-steve-vai-11-12/

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Axl Rose: “estou animado para tocar na Índia”

Axl Rose tem tocado com o Guns N'Roses por todo o planeta pelos últimos 25 anos, mas a banda nunca foi à Índia - até agora.
A mega aguardada turnê do Guns N' Roses na Índia neste mês é composta por três shows: em Bangalore, no dia 7 de dezembro, em Bombaim, no dia 9 de dezembro e em Gurgaon em 12 de dezembro.

 Rose conversou com o The Times Of India, sobre os shows na Índia: 
"Eu sempre quis tocar na Índia. Tentamos fazer isso acontecer mas por alguns motivos simplesmente não deu certo. Estamos ansiosos para chegar lá e tocar para todo mundo." 

Quando perguntado se ele planeja viajar para outros lugares além das cidades que ele tocará, ele respondeu: 
"Isso seria ótimo! Eu tenho certeza que o resto dos caras e a equipe visitarão outros lugares. Se tiver sorte, poderei. Focarei principalmente nos shows, mas se tiver tempo, ficarei animado em explorar a Índia".

 Sobre a espiritualidade indiana:
"Estou interessado em ter um entendimento pessoal, em primeira mão a compreensão da espiritualidade e da religião, bem como a política e o governo da Índia."

Sobre se ele estivesse interessado em explorar vidas passadas — que em sua Wikipédia afirma que ele tem interesse nisso — visto que a Índia é considerada como um refúgio espiritual por muitos:
"Eu não tenho certeza de que o que eu pessoalmente acredito, ou não está realmente publicado lá fora. Muitas pessoas dizem e torcem as coisas e têm feito isso ao longo dos anos para seus próprios fins, com base em fofocas, boatos, bobagens da mídia sem fundamento e fica mesmo liminarmente, especialmente quando o dinheiro pode estar envolvido e/ou se eles estão tentando compensar outros problemas. Eu gosto de explorar e considerar lotes de diferentes conceitos, ideologias, crenças, religiões, etc e ter uma compreensão do que os outros sentem, pensam ou acreditam, mas, na minha opinião, em última análise, o que se "acredita" é o seu próprio negócio."

Na Índia, como um destino da música:
"Parece que as bandas e a industria de turnê/concertos estão tentando fazer um esforço para incluir a Índia em suas turnês, ainda mais agora do que no passado, o que eu acho que é uma coisa boa. Em relação as colaborações com artistas indianos, eu acho que há sempre a possibilidade de colaborações em qualquer lugar com quase qualquer um."

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Whitesnake: a união do útil ao agradável nos guitarristas

Um dos grandes motivos para o sucesso do Whitesnake sempre esteve na escolha de seus guitarristas. 
Por anos a dupla Micky Moody e Bernie Marsden estiveram juntos no grupo e deram grande contribuição. David Coverdale ainda contou posteriormente com os nomes John Sykes e Steve Vai em álbuns diferentes, sem contar ainda com Adrian Vandenberg em três momentos de sua carreira. Agora eu vou destacar aqui a atual formação de guitarristas da banda que traz uma linha de “gigantes” das seis cordas composta nada mais-nada menos que os virtuosíssimos Doug Aldrich e Reb Beach:
Reb Beach: O americano de 49 anos primeiramente ficou conhecido no mundo da música ao lado da banda Winger que depois de uma breve saída retorna ao seu posto de guitarrista tendo que conciliar as suas duas agendas. Antes de entrar para o “Time da Serpente” ainda tocou com Alice Cooper e substituiu à altura George Lynch no Dokken constituindo as guitarras para “Erase the Slate (1999)”, e o registro de sua melhor performance em palco com o DVD “Live from the Sun (2000)”. Conta ainda com dois trabalhos solos e outro com uma banda que ele próprio montou, o The Mob. Está no Whitesnake desde 2003 tendo como primeiro trabalho “Live… In The Still of The Night” de 2006.
Doug Aldrich: Também americano com 48 anos de idade, fez o primeiro registro de sua participação no mesmo álbum que seu parceiro. De lá pra cá vem sendo peça importante nas composições das músicas junto com o patrão Coverdale. Muito antes de sua entrada para este “casting” já mostrava muito talento desde os anos 80 com uma banda chamada Lion, onde lançou três álbuns conseguindo uma trilha sonora para o filme animado “TheTransformes: The Movie (1986)”. Ainda se apresentou com as bandas Hurricane, Bad Moon Rinsing, Burning Rain, mais três trabalhos solo incluindo um DVD vídeo-aula para guitarristas. No entanto a sua maior façanha foi entrar para a tropa de Dio carimbando dois importantes trabalhos, “Killing the Dragon (2002)” e “Holy Diver Live (2006)”. Também é um notável podutor musical onde assina junto com o seu chefe a produção do atual álbum da banda, “Forevermore (2011)”.

Com isso fica mais do que comprovado que o mestre David Coverdale sempre teve muito cuidado em recrutar grandes profissionais para o Whitesnake, não só nas guitarras, mas em todos os instrumentos. Dessa forma os fãs só têm a agradecer por cada “presente” lançado dessa grande banda!

Fool For Your Loving:

Fonte: Whiplash

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Guns N' Roses: “Axl tem uma tonelada de material pronto”

O guitarrista do Guns N' Roses, DJ Ashba, disse à RollingStone.com que a banda continua com as sessões de composição para o sucessor de "Chinese Democracy", enquanto se preparam para a participação na Neil Young's Bridge School Benefi em Mountain View, Califórnia, e para as 12 datas agendadas no Hard Rock Hotel's Joint club, em Las Vegas. 

"Axl tem uma tonelada de material pronto e registrado, ele me mostrou e quer minha ajuda", disse Ashba. "Axl reuniu um grupo talentoso de músicos e há várias canções que já estão sendo trabalhadas. Então, nós demos um belo salto, com certeza".

 Ele acrescentou: "A residência em Vegas será a primeira vez que estaremos todos no mesmo lugar por um mês inteiro e este será nosso principal objetivo. Então eu acho que vai ser bem feito. Tem um boa quantidade de material gravado e eu acho que é apenas questão de sentarmos e trabalharmos juntos como uma banda, reunindo os nossos sentimentos, este será o melhor próximo álbum do Guns N' Roses. Mal posso esperar, estou tão animado para mergulhar ainda mais fundo nisso tudo".

Para o Bridge School Benefit, o Guns N' Roses irá realizar um show totalmente acústico em homenagem ao fundado do evento. "Em vários shows acústicos do passado, eu gostava de tocar com a guitarras eletríca - Les Paul – mas para isso, vamos todos de acústico, nada elétricos, nada. Isso é como Neil imaginou a coisa toda, por isso vamos permanecer fieis a isso, com certeza", explica Ashba. "Nós vamos adicionar algumas [músicas] que a banda nunca tocou.... Eu sei que Axl está realmente animado para fazer isso."

terça-feira, 4 de setembro de 2012

“Tony Iommi fala dos últimos momentos de Dio”

Em sua biografia, Iron Man – My Journey Through Heaven And Hell With Black Sabbath (Homem de Ferro – Minha Jornada pelo Céu e Inferno com o Black Sabbath), Tony Iommi relata seus últimos momentos com Ronnie James Dio.

Adeus a um querido amigo. 

Enquanto estávamos na última turnê, Ronnie estava sofrendo em silêncio. Ele me disse poucas vezes: “Eu estou tendo um problema com meu estômago. Eu continuo indo ao banheiro e estou tomando estes antiácidos. 

Eu falei várias vezes para ele: “Você quer fazer um check-up?” 

Ele dizia: “Sim, quando nós terminarmos eu serei obrigado a ir”. 

Ele lutou por causa disso. Ele realmente se entregou totalmente até o fim. Ele não estava bem, mas ele ainda fazia os shows, e se apresentava como de costume. Após ele finalmente ter feito o check-up, alguém disse a Ralph Baker (empresário de Tony) o que estava acontecendo e na volta ele me ligou para me dizer que Ronnie tinha câncer no estômago. Foi horrível ouvir isso. Eu liguei para Ronnie e nós ficamos comovidos. Após um tempo as coisas melhoraram. Ele disse: “Eu estou lutando contra isso. Eu estou um pouco melhor”.  

Ele estava muito otimista em relação a tudo isso, ele tinha uma grande atitude. Ele foi ao hospital e depois de um tempo eles disseram: “Acho que nós o tiramos”. 

As coisas pareciam boas, então nós organizamos outra turnê na Europa, algo como vinte shows do meio de Junho até o meio de Agosto de 2010. Mas então nós recebemos a terrível notícia de que o câncer tinha se espalhado para o fígado de Ronnie. Era isso; uma vez que acontece é muito difícil. 

 Eu falei com ele um dia: “Eu espero ansioso para fazer esta turnê”. Mas Ronnie disse: “Bem, eu não sei como vai ser. Eu não sei se eu vou fazê-la.

Ele teve uma queda muito rápida. Fico agradecido de Geezer e Glória estarem em Los Angeles. Eles realmente ficaram próximos a Ronnie e sua esposa, Wendy, e eu fui vê-lo no hospital várias vezes. Geezer estava lá até o fim. Eu realmente não pude me despedir apropriadamente de Ronnie. Eu recebi um telefonema dizendo que ele não teria muito tempo e eu disse a Ralph: “É melhor irmos”. “Vamos agendar um voo”. Mas a próxima ligação dizia: “É tarde demais”. 

Isso foi rápido. Eu acho que a última coisa que eu recebi dele foi um texto. Ele se comunicava assim comigo, porque algumas vezes ele não conseguia ligar. Falar o deixava muito cansado, porque ele estava muito doente. Ele foi bravo até o fim. Alguns dias antes do funeral Maria e eu fomos vê-lo na capela. Ele estava deitado no caixão e quando o vi eu fiquei devastado. Vê-lo daquele jeito era muito difícil. Realmente foi um golpe para mim quando ele partiu. Quando alguém próximo a você morre, você sempre procura uma razão .

Com Ronnie eu acho que foi um pouco de tudo, realmente. Eu acho que ele não fez o exame cedo o suficiente. Ele desconversava e diria: “Oh, eu farei da próxima vez”. Seus hábitos alimentares não eram muito bons. Ele frequentemente bebia ao invés de comer e em alguns dias ele não comia nada. Eu não sei como ele fazia isso. Ele também comia em horas peculiares, porque ele tinha um estilo de vida realmente diferente de qualquer um na banda. 

Nós íamos para a cama depois dos shows e Ronnie ficava e tomava algumas doses de bebida por algumas horas e então ele parava em um posto e comia às quatro da manhã ou a qualquer hora que pudesse. Quando comia, ele nunca comia vegetais ou qualquer coisa do tipo; ele não comia qualquer coisa saudável. Como eu o conheço há muito tempo, ele sempre foi muito magro. Quando ele estava doente ele perdeu peso e ele realmente não tinha corpo para perder peso. Mas quando eu o vi pela última vez, ele estava renovado, ele parecia bem. Ele parecia como se estivesse adormecido, mas vê-lo ali, partiu meu coração. 

Nós íamos ao High Voltage Festival em Londres com Ronnie. É claro que nós cancelamos a turnê inteira, mas as pessoas que organizaram o festival nos disseram que eles gostariam de fazer um show em tributo à Ronnie. Nós pensamos que seria fantástico. Nós pensávamos em fazê-lo de qualquer maneira, então esta foi a oportunidade ideal. Mas quem iria cantar? Glenn Hughes me veio a mente, porque ele nos conhecia há muito tempo e era amigo de Ronnie. Inclusive houve um memorial privado para os amigos próximos de Ronnie e Glenn cantou “Catch The Rainbow” na capela, uma das canções da velha banda de Ronnie, o Rainbow. 

Houve um memorial novamente no dia seguinte para os fãs em um grande local, e Glenn cantou lá. Então nós pensamos que seria apropriado tê-lo no show. Nós também convidamos Jorn Lande, que poderia cantar as coisas que nós fizemos com o Dio realmente bem. Aquele show foi muito emocional. Ir ao palco com duas pessoas diferentes, e com Wendy Dio ao lado do palco chorando, foi difícil para todos nós. Mas nós queríamos fazer isso por ele. 

 Nós fizemos isso por Ronnie.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Guns N' Roses: assista último show com antiga formação

Este é o último show da antiga formação do Guns N' Roses (com Slash, Duff e cia.), no estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, com aproximadamente 70 mil fãs eufóricos cantando todas as músicas junto com a banda. Depois de "Double Talkin Jive", um sofá é colocado no palco para que a banda comece a tocar músicas acústicas. Um entregador de pizzas aparece no palco durante a apresentação acústica e Axl joga as joga para o público.

Definitivamente um dos melhores shows da história do Guns N' Roses. Este DVD possui filmagem profissional, transmitido ao vivo pela TV argentina na época. A qualidade de áudio e vídeo são boas.

Setlist:
Nightrain - Mr. Brownstone - Yesterdays -Live and Let Die Welcome To The Jungle -Double Talkin' Jive - Dead Flowers - You Ain't The First -You're Crazy -Used To Love Her  - Patience - Knockin' On Heaven's Door -November Rain -Dead Horse -You Could Be Mine
Paradise City

sábado, 11 de agosto de 2012

O incidente de Montreal, com Metallica e Guns N’ Roses

O Metallica e o Guns N’ Roses eram as duas bandas mais populares de Rock na América – e até mesmo no mundo -, graças principalmente ao sucesso dos lançamentos do “Black Album” e do disco duplo de “Use Your Illusion”, em 1991, correspondentes aos grupos citados anteriormente e respectivamente.
Por sorte, o Metallica era uma das poucas grandes bandas do gênero que não tinham desavenças com o Guns N’ Roses (especialmente com o vocalista Axl Rose). Dessa forma, surgiu a Guns N’ Roses/Metallica Stadium Tour: uma turnê conjunta, com as duas bandas assumindo o headline, pela América do Norte. A tour durou de 17 de julho até 6 de outubro de 1992.

 Mas não é sobre a turnê em geral que este texto fala. É sobre o seu incidente mais curioso, que ocorreu há exatos 20 anos – 8 de agosto de 1992 – no Stade Olympique da cidade de Montreal, Canadá.

Durante o show do Metallica (mais precisamente na introdução da música Fade To Black), o frontman James Hetfield sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em seus braços, mãos, pernas, costas e rosto, principalmente na parte esquerda do corpo. O acidente, causado graças a uma confusão relacionada ao novo sistema de pirotecnia, fez com que Hetfield ficasse no local onde sairia uma chama de aproximadamente 4 metros.

Segundo relatos dos integrantes, o ocorrido foi tão grave que James poderia ter falecido. Após Hetfield ser levado para o hospital, Lars Ulrich foi até o microfone principal e anunciou o fim do show do Metallica, passando para a próxima atração, o Guns N’ Roses.

Vale ressaltar que, para o resto da turnê, o guitarrista John Marshall (Metal Church), que já havia sido roadie da banda no passado, assumiu o posto da guitarra rítmica enquanto James Hetfield se recuperava e apenas cantava nos shows. Marshall também fez isso no passado: em 1986, teve que tocar guitarra em algumas datas porque o frontman havia sofrido um acidente enquanto andava de skate.

Repertório do Metallica na noite de 08/08/1992: 
01. The Ecstasy of Gold (Ennio Morricone song)
02. Creeping Death
03. Harvester of Sorrow
04. Welcome Home (Sanitarium)
05. Sad But True
06. Wherever I May Roam
07. Of Wolf and Man
08. For Whom the Bell Tolls
09. The Unforgiven 1
0. The Shortest Straw
11. Bass/Guitar Solos
12. Fade to Black

Trecho do incêndio de James Hetfield + performance de Nothing Else Matters, com John Marshall, duas semanas após o ocorrido
Os problemas não pararam por aí. Um longo atraso precedeu a performance do Guns N’ Roses. Além dos costumeiros problemas de Axl Rose com seu relógio, o acidente anterior prejudicou a dinâmica da troca de palco. O público começava a ficar inquieto, mas a entrada da “banda mais perigosa do mundo” acalmou os ânimos dos presentes. Não por muito tempo.

O início da apresentação foi tocado “na marra”, pois os amplificadores de retorno não estavam devidamente programados para a banda. Ou seja, os músicos não conseguiam ouvir o que tocavam. Aparentemente, isso não foi resolvido e por volta dos 40 minutos de performance, Axl Rose alegou problemas de garganta e deixou o palco, forçando o show a acabar naquele momento.

O problema com a garganta era verídico, segundo Lars Ulrich, que relatou em entrevista à MTV na época que o incômodo foi uma constante para Rose nas quatro datas anteriores.

 Repertório do Guns N’ Roses na noite de 08/08/1992: 
01. It’s So Easy
02. Mr. Brownstone
03. Live and Let Die (Paul McCartney & Wings cover)
04. Attitude (Misfits cover)
05. Nightrain
06. Perfect Crime
07. Bad Obsession
08. Double Talkin’ Jive
09. Civil War 

As apresentações das bandas headliners, que costumavam durar pouco mais de quatro horas, não passaram de duas horas dessa vez. Os fãs, revoltados, começaram uma confusão no local e saíram pelas ruas quebrando tudo. 

Carros foram virados, janelas foram quebradas e estabelecimentos comerciais foram saqueados por toda a cidade, além da tentativa de promover incêndios. Nem mesmo as autoridades de Montreal conseguiram conter o ato de vandalismo com eficácia. Além da destruição material, 13 populares e três policiais foram feridos.

Fonte: Van do Halen

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Slash: “reunião do Guns por dinheiro não vai acontecer”

O ex-guitarrista do Guns N' Roses Slash disse ao New York’s Newsday que sendo indicado ao Rock And Roll Hall Of Fame e o fato de que o líder da banda, Axl Rose, recusou ser indicado juntamente com os demais integrantes originais da banda, fechou as possibilidades de uma reunião de uma vez por todas.

Eu acho que isto é passado agora, mas houve um período onde grandes maços de dinheiro estavam vindo em nossa direção,” ele disse. “Eu acho que o conceito de reunir a banda novamente baseado no dinheiro não irá acontecer.

Perguntado se o drama em torno da indicação do GN’R ao Rock Hall – se Axl Rose iria se apresentar – foi uma experiência bizarra, Slash disse, “Dada a história da banda, isto não parece muito bizarro. Inicialmente eu não queria lidar com isso. Era uma grande pergunta, sem resposta até os momentos finais. Fizemos com o que tínhamos, e acabou por ser uma experiência muito legal.

Sobre o aniversário de 25 anos do álbum ‘Appetite For Destruction’, um dos mais importantes e bem sucedidos álbuns de estreia de todos os tempos e que chegou a vender mais de 30 milhões de cópias, Slash disse, “Não parece que faz tanto tempo. O conceito de um quarto de século é loucura. Tornou-se um registro icônico, e tenho muito orgulho disso. Uma das coisas mais importantes é ser considerado um item essencial na coleção de todos.

domingo, 29 de julho de 2012

UltimateGuitar.com -Top 10 melhores guitarristas

Os leitores da UltimateGuitar.com elegeram os dez melhores guitarristas. Segue abaixo a lista do Top 10 melhores guitarristas. 
Obs:A votação representa a opinião dos leitores do Ultimate Guitar e não a opinião do Universo Rock N' Roll. 

Houve algumas surpresas  - onde está Slash? Steve Vai? Joe Satriani? Eles merecem uma menção honrosa, mas neste caso não estão na lista, o que é uma injustiça.

10. Tony Iommi (Black Sabbath)
The Iron Man é frequentemente creditado como fundador de metal, mas o destino teve um papel importante na definição de seu som. Um acidente em uma fábrica de chapa de metal em seu último dia de trabalho resultou em Tony perder as pontas de dois dedos, que quase fez ele desistir de tocar. Tony não desistiu e seu som foi resultante, profundo e tão grande que tornou-se um modelo para os guitarristas de metal desde então.

9. Eric Clapton
Quantas pessoas podem dizer que ele foi induzido ao Rock And Roll Hall Of Fame três vezes? Ninguém, mas Eric, mostrou seu talento com Cream, The Yardbirds e principalmente com artista solo. Se você acha que é bom, ele também ganhou 17 prêmios Grammy e foi homenageado pela Rainha de Inglaterra pelos serviços prestados à música.

8. John Petrucci (Dream Theater)
Se houvesse uma lista de 'top 10 dos shredders (pessoa que toca rápido com alternância entre as cordas), John provavelmente deveria estar nesta lista.   Ele adora compor em uma guitarra de sete cordas para permitir ampla o suficiente os riffs pesados ​​e solos maluco até o braço da guitarra, e ainda escreve muitas letras para os registros do Dream Theater.

7. Eddie Van Halen (Van Halen)
Inspirado por Eric Clapton, o jovem Eddie aprendeu todos os solos  nota por nota e passou a ser um dos mais empolgantes talentos do rock  no final de 1970.

6. John Frusciante (Red Hot Chili Peppers)
John é mais conhecido por seu tempo no Red Hot Chili Peppers, mas ele já trabalhou em  muitos álbuns solos e tem colaborado com bandas com The Mars Volta . Mas depois de deixar o RHCP pela primeira vez  em 1992, ele lutou contra o vício de drogas e perdeu todos os dentes a uma infecção na boca .Em 1998 ele havia se recuperado, e foi convidado a voltar por Flea. "Nada me faria mais feliz do mundo", disse ele.

5. Chuck Berry
A carreira de Berry poderia ter ido em uma direção muito diferente depois de sua prisão por assalto à mão armada em 1944. Em vez disso, ele colocou sua vida em linha reta e se tornou um dos fundadores do rock n 'roll como o conhecemos. Tudo bem, ele não chegou a definir a vida em linha reta -, ele foi enviado de volta para a prisão várias vezes pelo crime de evasão fiscal - mas ele foi um dos primeiros convocados para o Rock And Roll Hall Of Fame em sua abertura, em 1986.

4. Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
Rhoads deixou sua marca na história do metal como um guitarrista de Ozzy Osbourne, mas encontrou um fim trágico em um acidente de avião em 1982. Na noite anterior a banda havia se apresentado no Tennessee (EUA) e dali iriam para Orlando. A caminho de Orlando passaram pela casa do motorista do ônibus. O lugar consistia de três casas, um galpão para avião e uma pista de pouso. Talvez, para ser generoso o motorista Andrew Aycock, que estava com sua licença para voo vencida, convidou primeiramente o tecladista Don Airey e o empresário Jat Duncan para dar umas voltas. Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquiadora) iriam para o voo da morte logo depois.

O avião voava baixo e passava zunindo perto do estacionamento onde estava o ônibus, talvez para brincar com o pessoal. Passaram três vezes. Na quarta, a asa esquerda do avião raspou no teto do ônibus, bateu num pinheiro e caiu  explodindo e destruindo tudo. Ozzy Osbourne, Tommy Aldrige, Rudy Sarzo e Sharon Arden, que tinham acordado com o primeiro impacto, acharam que se tratava de um acidente na estrada. Ozzy ainda correu para prestar socorro. Ele entrou na casa, que estava em chamas, e salvou um homem, mas infelizmente Randy estava morto.

3. Jimmy Page (Led Zeppelin)
Ele pode ter uma propensão para roubar riffs de blues de músicos pobres e indefesos ,mas sua habilidade não pode ser contestada. Page sabe melhor do que a maioria como fazer uma guitarra chorar, gritar e subir.


2. David Gilmour (Pink Floyd) 
Poucos alcançaram vendas recordes como Gilmour tem pelo Pink Floyd. Seu estilo de escrita surpreendentemente introspectivo e solos de guitarra expressivos ajuda a marcá-lo como um dos melhores guitarristas de rock de todos os tempos, mas sua musicalidade não pára por aí. Ele toca baixo, teclados, banjo, gaita, bateria, saxofone, sintetizador.

1. Jimi Hendrix
Você já esperava isso?Com certeza ele estaria na primeira colocação. Jimi freqüentemente encabeça listas semelhantes em todos os cantos da mídia, e merecidamente. Jimi acionou a distorção e mostrou ao mundo como a expressão de uma guitarra poderia ser acionado.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Josh Klinghoffer: guitarrista revela mais detalhes sobre as B-Sides do “I'm With You”

O guitarrista do Red Hot Chili Peppers revela mais informações sobre as b-sides do “I’m With You”, inclusive uma prévia da arte da capa de duas das 9 que serão lançadas. Josh também revela que uma das b-sides terá 8 minutos de duração e estará nos dois lados de um dos vinis. 

Quase 1 ano após o lançamento do álbum “I’m With You”, o primeiro com o guitarrista Josh Klinghoffer, os Red Hot Chili Peppers irá lançar 17 novas músicas nos próximos meses, em formato digital e em vinil de 7 polegadas.

Começando em agosto, a banda irá lançar 2 músicas por vez em 9 vinis com rotação de 45 rpm, com uma exceção: uma música com duração de 8 minutos gravada em apenas um take no estúdio, que irá ocupar os dois lados do vinil, como Klinghoffer disse a Rolling Stone na passagem da banda pela cidade de Berna, na Suíça.

Nós vamos ter que fazer esse truque antigo, onde ela desaparece e aparece de volta no lado B”, ele diz sobreIn Love, Dying”.

 Em junho, a gravadora anunciou somente seis títulos das músicas: “Strange Man” e “Long Progression” (lançamento dia 14 de agosto), “Magpies” e “Victorian Machinery” (11 de setembro), e “Never is a Long Time” e “Love of Your Life” (2 de outubro).

Sempre tivemos consideração por essas músicas e sempre tivemos a intenção de lançá-las, de um jeito ou de outro”,. “Tudo foi feito para o melhor. Para ser honesto, tem algumas músicas, que quando estávamos fazendo a sequência para o álbum, eu disse: “Hummm, não vamos colocar essa?

Uma dessas é “Long Progression”, que estará no primeiro vinil (ela foi trocada por “Goodbye Hooray” no último minuto). Outra que foi cortada, “Victorian Machinery”, parece com um “monstro de três cabeças tocando bateria”, diz Klinghoffer, que também afirma que a banda capturou “uma magia absoluta” com “Never Is a Long Time”, um “pop fantástico” que conta com Greg Kurstin no piano.

 “É um daqueles casos onde existem muitas músicas boas para colocar em um álbum”, diz Kurstin, que também participou do álbum de 1999, Californication. “Eles tem uma coesão no estúdio, quando eles conseguem aquele take, é esse take que eles vão usar”.

Após se juntar à banda em julho de 2009, Klinghoffer escreveu e praticou com o frontman Anthony Kiedis, o baixista Flea e o baterista Chad Smith por quase 1 ano antes de começarem a gravar algum material, entre setembro de 2010 e fevereiro do ano seguinte. Ao invés de lançarem tudo como um álbum duplo, como fizeram com o álbum anterior, o Stadium Arcadium (2006), a banda preservou os melhores takes para esta coleção.

É difícil, mas usamos um processo democrático e as músicas com a maioria dos votos geralmente são as principais do álbum”, o produtor Rick Rubin disse via email. “Não posso dizer que sempre acontece isso, algumas das minhas favoritas as vezes não entram. Posso garantir que todos na banda vão dizer a mesma coisa. 

Klinghoffer diz que as outras músicas das sessões do álbum “I’m With You”, – eles gravaram 48 -, podem eventualmente ver a luz do dia. “É possível”, ele diz. “Nós temos tanto material, que algumas coisas não receberam atenção o suficiente. Algumas provavelmente só ficarão em nosso iPods”. 

Enquanto isso, embora Klinghoffer disse que eles não escreveram nenhuma música oficial na estrada, ele diz que a banda fez algumas demos durante a recuperação de uma cirurgia que Kiedis fez no pé, que adiou a turnê por dois meses no começo desse ano. 

A coleção de b-sides irá coincidir com o lançamento do novo álbum do ex guitarrista dos Chili Peppers, John Frusciante. O seu EP, Letur-Lefr, será lançado no dia 17 de julho, mas já esta circulando na internet. E o álbum, PBX Funiculr Intaglio Zone, será lançado no dia 25 de setembro. 

Confira abaixo uma prévia da arte das capas de 2 dos 9 vinis. Os nove juntos irão formar um quebra-cabeça projetado pelo artista Kelsey Brookes.
Fonte: Rolling Stone
Créditos: RHCP - Brasil

sábado, 7 de julho de 2012

Joe Satriani & Steve Vai - “O auge da guitarra”

Entrevista feita com os dois guitarristas virtuoses juntos, em um hotel no Rio, na passagem do G3 pelo Brasil, no final de 2004. 
Um foi professor do outro. Separados, são dois grandes ícones da guitarra, sinônimo de perfeição, apuro técnico e muita sensibilidade. Juntos, como super heróis, eles convidam um terceiro guitarrista, e sob a alcunha de G3 saem pelo mundo fazendo inesquecíveis jam sessions. Eles são Joe Satriani e Steve Vai, que já duelaram, em pleno palco, com Yngwie Malmsteen, Eric Johnson, Kenny Wayne Shepherd e Michael Schenker, entre outros.

 No final de 2004 , a dupla esteve no Brasil junto com o veterano Robert Fripp, que, como tal, teve que suar a camisa para acompanhá-los. Ao mesmo tempo, enquanto Satriani já tocava as músicas que estão no  álbum, “Is There Some Love In Space?”, Steve Vai se preparava para lançar o primeiro disco de músicas inéditas em cinco anos, “Real Illusions: Reflections”, que saiu no final de fevereiro nos Estados Unidos.

Flagramos a dupla na manhã do dia do show que eles fariam no Rio, e conversamos sobre como funciona o G3, o mito de que guitarristas são egocêntricos, e, claro, sobre os trabalhos individuais de ambos. Confira: 

Como vocês formaram o G3? 
Joe Satriani: Eu tinha a ideia de fazer jams sessions com outros guitarristas. Depois de reclamar durante algum tempo com os nossos empresários, decidimos fazer algo, criando nosso próprio festivalzinho, no qual poderíamos fazer jams todas as noites.

Você teve a ideia e chamou o Steve, ou vocês estão juntos desde o começo? 
Satriani: Começou comigo e outros músicos que tinham o mesmo empresário que eu. Guardamos a ideia por um tempo, até que chegássemos num consenso de como a coisa deveria ser. A primeira pessoa que chamamos foi o Steve, e ele ficou em todas as formações.

Como vocês definem a formação do G3? 
Satriani: Depende muito de quem está disponível. Às vezes chamamos pessoas diferentes e as coisas também funcionam. Talvez, um dia, podemos fazer um G4. O Robert Fripp deu essa sugestão de voltarmos a este formato, que fizemos em 97, quando ele abriu o show, e Steve e eu fizemos o G3, com o Kenny Wayne Shepherd.

Em geram dizem que guitarristas são egocêntricos. Como vocês lidam com isso quando tocam juntos?
Steve Vai: Isso é uma generalização. O G3 é uma grande oportunidade que nós temos de tocar com outros músicos, é uma inspiração, porque isso me empurra a dar o máximo de mim. Quando eu vou para o palco com outros guitarristas, seria um idiota se tentasse competir, porque todos têm seus próprios estilos e a razão de eles serem bons é porque construíram esses estilos.

 Entre os caras que já tocaram com vocês, qual foi o mais difícil de trabalhar?
Vai: Eu não tive dificuldades com ninguém. Uma das coisas sobre este projeto é que o G3 não é só habilidade em tocar guitarra e trazer o que aprendeu com o tempo, mas a habilidade em improvisar.

Satriani: Nunca tivemos nenhum tipo de problema com os integrantes. Em geral, se há problemas, é porque um ou outro não tem o que precisa para fazer o show, então é o trabalho dos produtores checar se todos têm o que precisam. Somos nós que o convidamos, é nossa responsabilidade nos certificarmos se ele está à vontade. Todos são diferentes, especialmente se for um músico que não está acostumado a tocar com outras pessoas. Steve e eu estamos acostumados com isso, e ainda assim soa estranho tocar com um guitarrista que não teve a experiência de tocar com outros músicos.

De outro lado, com qual dos convidados vocês se identificaram mais?
Vai: Eu me sinto à vontade tocando com o Joe, talvez mais do que com qualquer outro músico com o qual já toquei. É algo que me leva de volta a quando eu tinha aulas de guitarra com ele. Eu nunca toquei com nenhum outro músico que tinha dado tão certo.

Satriani: Eu e o Steve nos sentimos à vontade tocando um com o outro. Estamos num nível de confiança tão bom que podemos tentar empurrar um ao outro tão longe quanto podemos ir, fazendo coisas que não fazíamos antes.

Vocês já sabem quem vai tocar com o G3 depois dessa temporada com o Robert Fripp?
Satriani: Sempre temos dois ou três cenários para o G3. É difícil saber qual vai funcionar. Mas nós ficamos quietos até definirmos tudo.

 Joe, você lançou o álbum “Is There Some Love In Space?” nesse ano, como tem sido a turnê? Satriani: Fizemos alguns shows, com essa mesma banda. Mas a primeira turnê que fizemos foi na Europa, com o G3, com o Robert. Metade do set list já é com o material novo. Depois tocamos com o Deep Purple, nos Estados Unidos. 

Em outubro fizemos a parte da turnê sem bandas de abertura, tocando num show de três horas, quase todo o disco, e algumas músicas obscuras que eu não costumo tocar. Daqui voltaremos ao formato anterior para uma semana e pouco nos Estados Unidos, e depois Austrália e Nova Zelândia.

Você concorda que as músicas desse álbum não são tão velozes como antes? 
Satriani: Às vezes você não quer esse tipo de música mais veloz. Quando eu estava compondo as músicas desse disco, observei o andamento delas, á medida em que ia fazendo. Quando você faz algo rápido, faz sons que talvez nem fiquem tão bons, e pela rapidez não percebe. O disco é definitivamente de rock, mas com um ritmo de “blues rock”, então os andamentos não ficaram tão velozes e nem tão lentos, mas médios. Um bom exemplo é a faixa título. Ela tem um “punch” bem rock, e o solo é bem rápido e interessante, porque a música tem seu próprio andamento. O mesmo aconteceu em “Searching”.

Você cantou em duas músicas, pretende cantar mais de agora em diante? 
Satriani: Eu gravo umas 15 músicas instrumentais e duas ou três com vocais para cada projeto. No final, eu verifico quais ficaram melhores. Se o material cantado fizer parte do grupo das boas músicas, ele deve fazer parte do disco. Nesse caso, todos que estavam envolvidos gostaram das duas músicas com vocal. E encaixou certinho com a ideia que eu tinha que tinha que ser uma espécie de disco de rock misturado com blues elétrico.

Você acha que algumas músicas “pedem” vocais?
Satriani: Eu sempre penso em fazer com que o som da guitarra e as estruturas da melodia soem como vocais. Se eu não consigo, começo a pensar que a música precisa de vocal. Mas eu sempre me surpreendo, quebrando minhas próprias regras. Tudo pode acontecer e dar certo.

Steve, você está para lançar um novo álbum…
Vai: Sai no dia 22 de fevereiro, se chama “Real Illusions: Reflections”. É o primeiro de uma trilogia. O Joe já ouviu, quer falar algo sobre o disco?

Satriani: É um grande álbum e eu estou tentando ouvir de novo, ainda não me familiarizei. Eu gosto do material na parte em que há uma integração entre as partes rítmicas de guitarra e a música como um todo. Há várias músicas em que isso acontece e eu gosto desse tipo de trabalho. Alguns títulos eu ainda não decorei, mas há uma música, “Building The Church”, que é a minha favorita.

O que mais você pode adiantar, Steve?
Vai: São 11 músicas, é um disco do Steve Vai, outro presente de Deus. Acho que se você está na minha posição, você é muito sortudo, pelo fato de estar lançando discos há 20 anos, e as pessoas ainda estão interessadas em ouvir, porque sempre me desenvolvi. E temos a sorte de não precisar de grandes sucessos de rádio para nos manter.

Você não gostaria de comentar algo sobre uma ou outra música? 
Vai: Neste disco eu usei esta banda que está comigo no G3, Jeremy Colson na bateria e Billy Sheehan no baixo. Este disco é bem o tipo de coisa que eu faço, talvez eu esteja indo um pouco mais fundo. Mas eu não sou o tipo de cara que fica descrevendo a música em detalhes.

Publicada na Dynamite 81, de março de 2005.
Fonte: Rock em Geral

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rush promete levar orquestra em sua próxima turnê

Com o objetivo de trazer inovação aos próximos shows,Alex Lifeson afirma em entrevista para a Billboard.com que a banda Rush contará com a participação de uma orquestra de cordas em sua próxima turnê, “Clockwork Angels”. 
Rush trará orquestra de cordas em sua nova turnê

Com Clockwork Angels, seu primeiro álbum de estúdio em cinco anos, o Rush planeja uma turnê que irá surpreender muitos fãs.

"Nossa intenção é levar cordas para a estrada".Orquestrações, arranjadas por David Campbell, marcam várias canções em Clockwork Angels, e Lifeson diz que o Rush irá contratar uma pequena orquestra de cordas, de oito ou dez partes, para recriar esses números e também adicionar outras canções da banda. "Será algo diferente para nós, e mal posso esperar para ouvir".

Lifeson diz que a produção da próxima turnê está ainda em "fase de planejamento", mas promete: "Será um novo show. Um novo espetáculo com uma nova iluminação, com tudo novo. Eu diria que é uma extensão evolutiva do que a turnê Time Machine de 2010/2011 foi, mas que estamos definitivamente renovando e que trará vários vídeos novos". 

"O set list está bastante fluido atualmente", relata Lifeson. "Estamos retirando e colocando canções constantemente, e essa sempre é a maneira que acontece antes de começarmos os ensaios. Ainda há um monte de coisas antigas que queremos tocar, e temos algumas ótimas canções do passado listadas. Detestaríamos ter que retirá-las para adicionar mais de Clockwork Angels.

Confira a entrevista completa (em inglês): Billboard.com

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Guns N' Roses: Izzy Stradlin comenta sobre o Hall Of Fame

Da coluna semanal de Duff Mckagan no jornal Seattle Weekly, o guitarrista Izzy Stradlin lançou a seguinte declaração sobre a indução da banda no Rock And Roll Hall Of Fame::

“Izzy pediu que eu fizesse um favor a ele e publicasse isso. Izzy não tem Twitter. Obrigado.
Duff

Declaração de Izzy:
“Eu esperei até essa altura para ver o que ia virar da indução do GN'R ao RRHOF. Eu gostaria de dizer obrigado e gracias ao RRHOF por reconhecer nosso trabalho ao longo dos anos como uma banda.

Muito obrigado a todos meus colegas de banda que ajudaram a chegar onde estamos hoje. E, claro, obrigado a todas as pessoas nesse planeta (incluindo, mas não restringindo, o universo inteiro e além, etc...) que apoiou o GN'R desde o primeiro dia. Adios amigos!Izzy Stradlin

VIDA LONGA AO ROCK N ROLL!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Guns N' Roses: leia a carta em que Axl rejeita a nomeação no R&R Hall Of Fame

Em carta aberta publicada na página do Guns N’ Roses no Facebook, Axl Rose recusou a indicação do Guns N' Roses ao Rock and Roll Hall of Fame e declarou, ainda, que não vai estar presente na cerimônia deste ano, sepultando de vez o sonho dos fãs de assistirem uma possível reunião da formação clássica da banda com Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler.

Carta de Axl ao The Rock And Roll Hall Of Fame
Por Guns N' Roses, quarta, 11 de Abril de 2012 às 17:19

Quando a lista dos nomeados ao Rock And Roll Hall Of Fame apareceu minhas emoções foram contraditórias mas, em um esforço para ver o lado bom da coisa, tentando tirar o melhor disso pelos fãs e seu entusiasmo, eu fiquei honrado, empolgado, e esperando que de alguma forma seria uma boa coisa. Claro que percebi, com o andar da carruagem, que se o Guns N' Roses fosse induzido, isso de alguma forma seria complicado e uma situação estranha.

Desde então nós temos ouvido os fãs, falado com membros da diretoria do Hall Of Fame, lido vários comentários públicos e provocações de membros originais do Guns N' Roses. Discutimos com o presidente do Hall Of Fame, lemos vários comentários da imprensa (alguns legítimos e alguns contraditórios) e lemos os comentários de outros artistas que tentaram ganhar publicidade falando sobre o Guns e sobre o Hall da fama.

Sobre estas circustâncias, eu acho que temos sido polidos, corteses e abertos a uma solução amigável em nossos esforços para fazer algo. Levando em consideração a história do Guns N' Roses, aqueles que gostariam de ir, junto com aqueles que o Hall Of Fame, por suas próprias razões, escolheram incluir na "nossa" indução (que fique claro que são decisões com as quais eu não concordei, nem apoiei, nem acho que o Hall teria direito de fazer), e devido à maneira com o Hall Of Fame conduziu as coisas... não quero ofender ninguém, mas a cerimônia de indução ao Hall Of Fame não parece ser um lugar onde eu seja bem-vindo ou respeitado.

Que fique registrado, eu não nego a ninguém do Guns os seus méritos ou reconhecimentos. Nem eu nem ninguem do meu lado fez qualquer pedido ao Hall Of Fame. O show é deles, nao meu.

Sendo assim, eu não vou à cerimônia de indução ao Rock And Roll Hall Of Fame 2012 e eu respeitosamente declino da minha indução como membro do Guns N' Roses ao Rock And Roll Hall Of Fame.

Eu peço que eu não seja induzido sem estar lá e por favor saibam que ninguem está autorizado ou será permitido a aceitar qualquer indução por mim ou falar em meu nome. Nem membros originais, representantes de gravadoras nem o Rock And Roll Hall Of Fame devem insinuar isso, mesmo que indiretamente ou por omissão, que eu esteja incluído na indução do Guns N' Roses.

Essa decisão é pessoal. Esta carta é para ajudar a esclarecer coisas de minha parte e da perspectiva do meu grupo. Não pretende ofender, atacar ou condenar. Embora infelizmente tenho certeza que alguns se sentirão ofendidos. Eu com certeza não pretendo desapontar ninguém, especialmente os fãs, com esta decisão. Desde o anúncio da nomeação nós temos buscado ativamente uma solução para o que parecia, levando em conta todos os pontos, uma situação sem vencedores, ao menos para mim. "Estaria errado se fizesse, estaria errado se não fizesse", de qualquer forma.

A respeito de uma reunião da formação do Appetite ou Illusion, eu fui claro publicamente sobre isso. Nada mudou.

Fosse "pelos fãs" ou qualquer que fosse a justificativa do momento, qualquer um que continue a perguntar, sugerir ou pedir uma reunião, está tirando a atenção dos nossos esforços com o lineup atual, eu, Dizzy Reed, Tommy Stinson, Frank Ferrer, Richard Fortus, Chris Pitman, Ron "Bumblefoot" Thal e DJ Ashba.

Izzy apareceu conosco algumas vezes em 2006 e eu o convidei a se juntar a nós no show do LA Forum no ano passado. Steven esteve no nosso show no Hard Rock, no final de 2006 em Las Vegas, onde eu o convidei para a nossa after-party e fui recompensado com suas entrevistas a seguir cheias de mentiras sobre reunião. Lição aprendida. Duff se juntou a nós em 2010 e novamente em 2011 junto com sua banda, Loaded, abrindo em Seattle e Vancouver. Para mim, com exceção de Izzy ou Duff se juntarem a nós no palco se acharem que devem algum dia no futuro, para uma música ou dois, não vai passar disso.

Existe uma aparentemente inesgotável quantidade de revisionismo e fantasias lá fora com objetivo de gerar auto-promoção e oportunidades de negócio disfarçando a realidade atual. Mesmo que tudo isso tenha sido gerado por pessoas ligadas a line-ups anteriores, não há espaço nem para conversar, quanto mais para uma reunião.

Talvez se fosse você tomando a decisão a coisa seria diferente. Talvez você o faria por um motivo ou outro. Paz, seja como for. Eu amo a nossa banda agora. Estivemos apoiando um ao outro quando as coisas complicaram. Amamos nossos fãs e trabalhamos para dar a eles toda a energia e coração que podemos.

Então deixem quem está quieto em paz. É hora de seguir em frente. Pessoas se divorciam. A vida não tem uma garantia de final feliz, principalmente se for às custas de outros, ou neste caso, muitos outros.

Se for possível, vamos deixar o "ele não apareceu, foi um golpe publicitário, foi desrespeitoso, ele não se importa com os fãs" longe de nós o mais rápido possível e vamos seguir em frente.

Ninguém é o dono da bola pegando a bola e indo para casa. Não distorça as coisas. Por mais de 20 anos nós temos lutado contra a ganância desta indústria e a sempre presente e aparentemente inesgotável corja de amadores e inescrupulosos, sujeitos inescrupulosos da mídia. Não quero citar ninguém, mas neste caso em particular, sobre o Hall e uma reunião, nunca fomos os donos da bola.

Para finalizar, por mais difícil de acreditar ou irônico que possa parecer, quero agradecer aos jurados pela nominação e pelos seus votos para a indução do Guns. Mais importante, gostaria de agradecer aos fãs por estarem ali com o passar dos anos, fazendo o nosso sucesso possível e por gostar e apoiar a música do Guns N' Roses.

Desejo um grande show no Rock Hall. Parabéns a todos os outros artistas sendo induzidos e aos nossos fãs, esperamos ver vocês na tour.

Sinceramente...

Axl Rose

P.S. RIP Armand, Long Live ABC III


(Publicada no Facebook Oficial do Guns N' Roses)

sábado, 7 de abril de 2012

GN'R: fã envia carta pedindo reunião no Hall Of Fame

O comediante Chris Gehrt enviou um email na quarta-feira, 04/04, para vários meios de comunicações na esperança de que ele chegasse aos olhos de Axl Rose. 

O email continha um pedido para que a formação clássica do Guns N' Roses se reunisse na cerimônia do Rock N' Roll Hall of Fame que acontecerá no dia 14 de Abril em Cleveland.Gehrt e outros fãs que também enviar o email são francos e dizem: 

"Esta carta é para a formação clássica do Guns N' Roses. Nossas esperanças estão diminuindo e ninguém parece estar fazendo nada sobre isso. Envie ou encaminhe esta carta pra diante."

Prezado Guns N' Roses,

No dia 14 abril de 2012 você será introduzido ao Rock And Roll Hall Of Fame. Isso deu a todos os fãs de GN'R no mundo uma grande esperança por um único show de reencontro. Nossa única chance de ver a formação original juntos no palco novamente, mesmo que seja por cinco minutos. Algo que há anos falamos que nunca aconteceria. Corriam rumores, a banda negava e os fãs rezavam. Ficava sempre tudo bem, porque você nunca nos prometeu nada.

Com menos de duas semanas para a cerimônia, os fãs estão vendo como nossa esperança, por uma reunião, começa a desaparecer como a família de Marty McFly em uma foto polaroid. A cada dia surge uma nova história tipo 'não houve nenhuma comunicação', 'ninguém sabe o que lhes são exigidos' , 'ninguém está falando' e realmente parece que ninguém se importa.

Nós nos importamos.

Seria fácil apenas ir, aceitar a indução, passar alguns difíceis minutos juntos no palco e não se falarem novamente até o funeral de alguém. Mas desta vez precisamos de mais.

Não queremos ser egoístas, você nos deu muitas músicas lendárias, shows espetaculares e momentos de rock clássico. Sinceramente, você é a melhor banda de rock na história do mundo. Todos os integrantes e as várias formações do grupo também são impressionantes. Mas eu sei que até mesmo os atuais membros da banda gostariam de vê-los no palco mais uma vez.

Sua música inspirou milhares de pessoas. Por dentro cada um ainda é um fã. Você gostava de Elton John, Aerosmith, Queen, Kiss, The Misfits, ELO e outras. Por favor lembre-se de como é grande a sensação de ver sua banda favorita tocar.

Pedimos que atenda o telefone, pegue seus instrumentos, arraste o Izzy para Cleveland e toquem juntos.

Vocês podem fazer história na música. Por favor toquem. Nos dê mais uma lembrança. Nós merecemos.

Continuaremos apoiando a banda de qualquer forma.

Atenciosamente,
Fãs de Guns N' Roses do mundo inteiro.

terça-feira, 20 de março de 2012

Randy Rhoads: 30 anos sem o guitarrista

Há exatos 30 anos ,o mundo do Heavy Metal lamentava uma grande perda. Para o mundo, a morte de um brilhante guitarrista, para alguns artistas, muito mais do que isso, se perdia um companheiro de estrada e grande amigo.

A morte de Rhoads impactou tanto, que 5 anos após seu falecimento, Ozzy Osbourne prestava sua últimas homenagens com o álbum "Tribute to Randy Rhoads". Um álbum ao vivo gravado em 1981, com faixas dos álbuns Blizzard of Ozz e Diary of a Madman (os únicos com participação de Randy Rhoads) de Ozzy Osbourne, e com outras do Black Sabbath.

O jovem californiano Randall William Rhoads, mais conhecido por Randy Rhoads, nasceu em 6 de dezembro de 1956 e cresceu em ambiente totalmente inspirador. Ele era o o filho caçula de Delores, que tinha uma escola de música de sucesso. Seu irmão, era baterista e cantor e sua irmã, tocava violão. Seu pai, que deixou a família quando Randy acabara de nascer, era professor de música em escolas públicas.

Aos quinze Randy já dava aulas na escola de sua mãe. E em 1973, quando ele entrou no Quiet Riot, sua carreira enfim decolou. Seu carisma e talento na guitarra garantiram-lhe uma legião de fãs locais.

Algum tempo depois, Ozzy começou a procurar um guitarrista para sua banda. Os requisitos eram: Além de talento com as 6 cordas, o candidato também também deveria ser alguém de personalidade única. Mesmo relutante, o jovem Rhoads dirigiu-se ao quarto do hotel onde Ozzy estava hospedado. Ligou sua guitarra em um amplificador de estudo e iniciou seu aquecimento. Apenas começou a afinar a guitarra e Ozzy Osbourne percebeu na hora que havia encontrado a pessoa certa, com estilo próprio.

Randy gravou os dois primeiros discos de Ozzy, Blizzard of Ozz de 1980 e Diary of a Madman de 1981, e apesar da bem sucedida carreira, tinha idéias de deixar a banda e dedicar-se à ter aulas de música erudita e a lecionar. Joe Holmes, guitarrista que tocou com Ozzy na turnê do álbum Ozzmosis de 1995 foi um de seus alunos.

Porém, em 19 de março de 1982, Randy Rhoads morre aos 25 anos em um acidente de avião. Na noite anterior a banda havia se apresentado no Tennessee (EUA) e dali iriam para Orlando. A caminho de Orlando passaram pela casa do motorista do ônibus. O lugar consistia de três casas, um galpão para avião e uma pista de pouso. Talvez, para ser generoso o motorista Andrew Aycock, que estava com sua licença para voo vencida, convidou primeiramente o tecladista Don Airey e o empresário Jat Duncan para dar umas voltas. Randy Rhoads e Rachel Youngblood (maquiadora) iriam para o voo da morte logo depois. O avião voava baixo e passava zunindo perto do estacionamento onde estava o ônibus, talvez para brincar com o pessoal.

Há pouco tempo o piloto havia passado por um divórcio sórdido. Acredita-se que quando a ex-esposa dele entrou no ônibus, ele vôou na direção do mesmo. Passaram três vezes. Na quarta, a asa esquerda do avião raspou no teto do ônibus, bateu num pinheiro e caiu na garagem de Jerry Calhoun explodindo e destruindo tudo. Ozzy Osbourne, Tommy Aldrige, Rudy Sarzo e Sharon Arden, que tinham acordado com o primeiro impacto, acharam que se tratava de um acidente na estrada. Ozzy ainda correu para prestar socorro. Ele entrou na casa, que estava em chamas, e salvou um homem, mas infelizmente Randy estava morto. O show em "Rock Super Bowl XIV" foi cancelado e os promotores devolveram os ingressos.

Randy Rhoads se foi deste plano, porém, seu legado como 36º melhor guitarrista de todos os tempos, continua vivo até hoje.
 
Agradecimentos pelo texto: Imprensa do Rock

sábado, 10 de março de 2012

Guns N' Roses: Duff duvida que banda toque no Hall Of Fame

Duff McKagan conversou com a Rolling Stone sobre o mistério que cerca a aparição do Guns N’ Roses na cerimônia de indução ao Rock and Roll Hall of Fame.

A cerimônia será realizada em 14 de abril de 2012 em Cleveland, Ohio. Também como principais atrações a serem introduzidas é o Red Hot Chili Peppers e Beastie Boys,

Você está indo a Cleveland mês que vem para a cerimônia do Hall Of Fame. O que irá acontecer?Não sei, apenas sei que vou. Não posso falar pelos outros. Não é algo tão importante para mim, nunca esperei por isso. Música não é como esporte, onde há o espírito competitivo. O legal é que muitas pessoas gostam de nós, o que fica claro com essa homenagem. Mas nem sei muito sobre o Rock and Roll Hall of Fame como instituição.

Sobre o tema de saber se ele espera que a formação clássica do Guns N 'Roses vai se reunir e tocar na cerimônia de indução, Duff disse:
Acho que seria demais. Essa é uma pergunta complicada. Seria incrível. Você tem esses sonhos todo dia, como: 'Vamos subir e tocar "Nightrain" e "Brownstone" e derrubar o microfone e cair fora! Isso vai ser matador! " Mas duvido que irá acontecer. "
Não houve nenhuma conversa nesse sentido. Em 1990 talvez eu tentasse reunir todos, mas não sou mais esse cara. É frustrante tentar mudar alguém.

Axl deve comparecer. Você acha que Izzy irá?
Não sei, melhor perguntar a ele. Seria legal que fosse. Mas não sei se ele se sentiria à vontade com todos os holofotes.

O vocalista Axl Rose, os guitarristas Slash e Izzy Stradlin, Duff McKagan e o baterista Steven Adler serão introduzidos no Hall, juntamente com os membros posteriores, o tecladista Dizzy Reed, o guitarrista Gilby Clarke e o baterista Matt Sorum.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Flea fala sobre John Frusciante e Josh Klinghoffer (MusicRadar - Jul/2011)

Em uma entrevista curta, mas esclarecedora publicada no site MusicRadar, Flea discute sobre o substituto de Frusciante, Josh Klinghoffer.  Ele fala da diferença entre os dois e dá uma ideia mais clara do legado de John do que em qualquer outra entrevista anterior a esta.

A Estrela do Baixo do RHCP foi entrevistado antes do lançamento de I'm With You.
Por Chris Vinnicombe, Qui 28 de julho de 2011.

Nos cinco anos desde o laçamento de Stadium Arcadium, o grupo sobreviveu a perda de um guitarrista e uma força criativa de John Frusciante e retornaram de um hiato que muitos fãs temiam que seria o fim da banda.
"John era um tipo de herói virtuoso da guitarra... Josh é um tipo completamente diferente de músico." 
Na verdade, houve momentos em que mesmo Flea não se sentia como se tivesse a energia para continuar: Eu considerei isso”, admite o baixista, “Mas eu considerei isso um milhão de vezes, então não há nada de novo.

No final da última turnê, as coisas estavam muito tensas. E eu disse: 'Vamos tomar dois anos fora.' Porque as coisas estavam desagradáveis, e não muito funcionais - mesmo que eu estivesse muito satisfeito com o trabalho que estávamos fazendo, e eu pensei que era necessário a gente ficar longe um do outro.

Ele acrescenta:Eu também acho que tínhamos sido empurrados juntos tão intensamente por todo o trabalho que estávamos fazendo por tantos anos. Então, todos nós ficamos longe dele por um longo tempo, e fizemos outras coisas.

Mas eu ainda achava que John deixando a banda, não haveria nenhuma maneira de continuar sem ele, porque John foi uma grande parte desta banda e do nosso processo de escrita. Ele escreveu um monte de partes importantes de muitas das nossas maiores canções.

O Efeito Klinghoffer
Josh Klinghoffer foi apresentado no começo de 2010, ele já trabalhou como músico de apoio e colaborador com grandes nomes da música - incluindo o próprio John Frusciante. Então como o novo garoto se fixou?

Ele é muito diferente de John”, diz Flea. “John era um tipo de herói virtuoso da guitarra, e provavelmente, o melhor guitarrista do mundo. Josh é um tipo completamente diferente de músico, ele toca muitos instrumentos. Josh tem um talento versátil. Ele toca guitarra, ele canta, ele toca bateria - ele é um garoto verdadeiramente musical.

Ele é o tipo que toca sutilmente que rasteja acima de você ao invés de atrair imediatamente, e você vê o que ele faz se transformar em algo lindo. Josh também é um grande escritor, ele escreveu grandes coisas para este álbum. Portanto Josh trouxe algo muito diferente para nós.

Para Klinghoffer, parece que a transição de músico de apoio para membro a tempo integral da banda tem sido invejavelmente bom até agora: “Não ficou estranho ainda”, diz o guitarrista de 31 anos de idade. “Estar em estúdio criar as músicas e escrever não tem sido estranho no mínimo. Como será quando eu subir no palco com eles? Eu não acho que vai ser diferente.

Fonte: Universo Frusciante
Matéria original: MusicRadar

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rolling Stone: Axl Rose e Geddy Lee entre os vocalistas com a voz mais original

Rolling Stone.com criou uma enquete para saber qual é o cantor que tem a voz mais original, e o vocalista do Guns N' Roses ,Axl Rose apareceu na sexta colocação, junto com o vocalista do Rush ,Geddy Lee, que apareceu na décima colocação.
Criada na quarta-feira (25), ela traz alguns pedaços retirados do livro do ex-guitarrista do Guns N' Roses Slash, que pode ser conferida abaixo:
'Slash ainda se lembra da primeira vez que ouviu a voz de Axl Rose. Foi em uma fita cassete de baixa fidelidade, pouco antes de entrar para o Guns N' Roses "Seu grito foi tão agudo que eu pensei que poderia ser uma falha técnica na fita" escreveu ele em seu livro de memórias, Slash. "Parecia o rangido que uma fita cassete faz antes de se encaixar" Quando Slash percebeu que a sobre-humana voz era legítima, ele sabia que tinha encontrado seu vocalista. Axl é um cara extremamente difícil de trabalhar, mas poucos outros caras na Terra poderia cantar um material como "You Could Be Mine". Talvez por isso o Velvet Revolver teve um momento tão difícil para encontrar um novo vocalista." 

Guns N' Roses - You Could Be Mine


Stephen Malkmus disse: "E a voz de Geddy Lee? Como ele foi parar tão alto? Eu me pergunto, ele fala como um cara comum?
Eu vou responder a última pergunta primeiro: Sim, Geddy fala com uma voz comum. Na verdade, sua voz falando é uma coisa, um pouco sobre o lado profundo.Ele é capaz de fazer incrivelmente notas altas. A voz original de Lee torna mais difícil para Rush apelar para um ouvinte de primeira viagem, mas é difícil imaginar o grupo através de qualquer outro cantor no comando.

Rush - Time Stand Still

Tom Waits e Robert Plant estão incluidos na enquete também.

Confira a lista completa:
http://www.rollingstone.com/music/photos/readers-poll-which-singer-has-the-most-unique-voice-20120125/10-geddy-lee-0925848

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